Imagine o cenário a seguir: você é abordado nas redes sociais por um fraudador pedindo a sua conta bancária emprestada para receber uma transferência. Em troca, você ganha uma porcentagem desse dinheiro.
Emprestar a sua conta ou passar os seus dados pode parecer inofensivo, ou até uma forma de ganhar “dinheiro fácil”, mas você sabe o que realmente está por trás dessas situações?
Aqui, a gente explica o que é uma conta laranja e mostra o que você deve fazer hoje para proteger o seu CPF e o seu negócio contra criminosos.
O que é uma conta laranja?
Conta laranja é uma conta bancária aberta no nome de uma pessoa (o “laranja”) para receber e movimentar dinheiro de origem ilegal, escondendo quem é o verdadeiro dono dos recursos.
O apelido “laranja” descreve quem aparece na frente para encobrir o real responsável pelo dinheiro. Esses valores quase sempre vêm de golpes, lavagem de dinheiro ou outras atividades fora da lei, e a conta funciona como ponte para dificultar o rastreamento.
A mesma lógica vale para o CNPJ. Quando o golpista registra uma empresa de fachada no seu nome (a chamada empresa laranja), ele passa a emitir notas, comprar mercadoria a prazo e pedir crédito usando a sua reputação — e a cobrança chega para você.
No caso da conta laranja, você empresta ou aluga sua conta de forma consciente. Você sabe que cedeu o acesso ou os dados, mesmo que não saiba a origem ilícita do dinheiro.
Como funciona a armadilha da conta laranja?
Costuma chegar disfarçada de propostas de “dinheiro fácil” nas redes sociais para receber e repassar transferências, falsas vagas de emprego, ou até aquele “favor” para um conhecido que diz estar com o nome sujo.
Quais são os riscos envolvidos em uma conta laranja?
As consequências são muito sérias. No caso da conta laranja, mesmo que você não saiba a origem do dinheiro, ao emprestar a sua conta você estará exposto a graves consequências:
- Legais: como processos, multas e prisão;
- Financeiras: como restrições de crédito no mercado.
Como evitar que abram ou usem uma conta laranja no seu nome?
1. Não venda nem empreste sua conta e seus dados
O pedido pode vir de um conhecido ou de uma promessa tentadora na internet. Independentemente da circunstância, nunca empreste ou venda as suas contas bancárias e os seus dados pessoais!
Além disso, tenha cuidado redobrado com a biometria: nunca envie fotos segurando documentos para pessoas ou empresas desconhecidas.
2. Consulte o Registrato do Banco Central
O Registrato, do Banco Central, é um serviço gratuito que mostra, em um único relatório, tudo o que está registrado no seu CPF ou CNPJ:
- as contas e os relacionamentos que você tem (ou já teve) em bancos;
- os empréstimos e dívidas no seu nome;
- as chaves Pix cadastradas.
Para consultar, é só entrar com a sua conta Gov.br.
3. Bloqueie a abertura de empresas no seu CPF
A Receita Federal oferece uma ferramenta gratuita, a Proteção do CPF, que impede que o seu documento entre no quadro de sócios de qualquer empresa sem a sua autorização. Vale para todo o país e para todos os órgãos de registro, MEI incluído.
Para ativar, acesse o Portal Nacional da Redesim, abra a opção “Proteger meu CPF” e escolha “Impedir participação”. E fique tranquilo: se um dia você quiser abrir uma empresa de verdade, dá para liberar o bloqueio no mesmo lugar, em poucos cliques.
Quer continuar blindando o seu negócio? Veja também como o roubo de sessão em redes Wi-Fi públicas pode dar a criminosos acesso às suas contas.
Este conteúdo é uma forma de apoiar empreendedores na sua jornada. No entanto, cada estabelecimento é único e nem todas as dicas aqui podem se aplicar ao seu negócio.





