Tendências de mercado

NRF 2025: inovação, propósito e experiência redefinem o varejo global - Dia 2

Tendências como o uso estratégico de dados, ambidestria e propósito na gestão, e renascimento da loja física marcam o segundo dia da NRF 2025.

3 min de leitura - 14 de jan de 2025

NRF 2025: inovação, propósito e experiência redefinem o varejo global - Dia 2

O segundo dia da NRF 2025, maior evento de varejo do mundo que, neste ano, acontece em Nova York nos dias 12, 13 e 14 de janeiro, trouxe reflexões profundas sobre o papel do varejo como o principal intérprete do comportamento humano.

No dia de ontem, cinco temas centrais dominaram as discussões e os palcos das palestras: inovação, propósito e conexão, mostrando como as marcas precisam se adaptar a um mercado cada vez mais dinâmico e consciente.

Confira abaixo algumas tendências e insights, a partir do conteúdo do segundo dia de evento, que merecem atenção especial dos varejistas e empreendedores no geral:

1. A importância de uma estratégia data driven

O uso inteligente de dados foi um dos temas mais destacados do segundo dia da NRF 2025. Um exemplo inspirador veio da Pattern Beauty, marca de produtos capilares criada para celebrar a diversidade. Desde sua fundação em 2019, a empresa utiliza big data para direcionar suas estratégias de forma mais estratégica. Um dos principais aprendizados compartilhados foi a frase: “A ignorância de dados deixa dólares para trás.”

Essa abordagem data-driven levou a empresa a descobrir que até 75% do mercado global de produtos capilares é composto por consumidores com cabelos crespos, cacheados ou ondulados — um mercado de 31 bilhões de dólares que estava subestimado.

Esse exemplo reforça que o armazenamento, organização e interpretação de dados não só impulsionam resultados, mas também ajudam a criar marcas mais culturalmente relevantes e conectadas às necessidades reais de seus públicos.

2. Ambidestria e inovação: tradição e modernidade andam lado a lado

A palestra de Tommy Hilfiger foi uma das mais comentadas do dia, explorando o conceito de ambidestria organizacional — a capacidade de uma empresa manter seu core business enquanto inova para o futuro. Marcas tradicionais como Tommy Hilfiger e Louis Vuitton são exemplos de como é possível inovar sem perder a identidade.

O exemplo da Louis Vuitton foi emblemático: a marca continua a produzir suas icônicas peças luxuosas, mas também lançou coleções mais minimalistas para atender ao conceito de quiet luxury, além de outra linha com produtos vibrantes e com logos maiores para públicos mais ousados. A lição para os varejistas é clara: segmentar a comunicação e os produtos para diferentes perfis de consumidores, mantendo a essência da marca.

3. Propósito como pilar central: mais que lucro, impacto

Corie Barry, CEO da Best Buy, destacou a importância de liderar com propósito para gerar valor de longo prazo. Desde práticas sustentáveis até investimentos em equipes e adaptação rápida a mudanças, a executiva de uma das maiores redes varejistas do mundo ressaltou que o propósito claro e alinhado aos valores da marca é essencial para conquistar a confiança dos consumidores.

Para empreendedores, fica a reflexão: marcas que operam com propósito conseguem criar conexões mais autênticas e duradouras com seus públicos, impactando não apenas as vendas, mas a percepção global da empresa.

4. Retailtainment: o renascimento das lojas físicas

A experiência na loja física está evoluindo para algo muito além da simples transação comercial. O conceito de Retailtainment (varejo + entretenimento) vem ganhando força, transformando as lojas em verdadeiros centros de experiência, engajamento e conexão emocional com os clientes.

A LEGO e a IKEA ilustraram essa tendência de forma marcante. As lojas da LEGO, por exemplo, são conhecidas por serem instagramáveis, com espaços que convidam os clientes a tirarem fotos e compartilharem sua experiência nas redes sociais, ampliando o alcance orgânico da marca. Já a IKEA aposta na combinação entre o digital e o físico, permitindo que os clientes visualizem móveis em realidade aumentada no canal online antes de experimentá-los pessoalmente nas lojas físicas.

Provocação para os varejistas: como transformar o ponto de venda em uma experiência memorável? Investir em design, personalização e experiências interativas pode ser o diferencial para atrair e fidelizar clientes.

5. O crescimento das vendas nas redes sociais

O segundo dia da NRF também destacou o crescimento exponencial das redes sociais como canal de vendas. O TikTok Shop, ainda não disponível no Brasil, já se consolidou como uma das maiores plataformas de e-commerce do mundo, superando até mesmo a Sephora em algumas categorias, como a de beleza.

O fenômeno do live commerce — transmissões ao vivo para promover e vender produtos — continua sendo uma forte aposta. Isso demonstra que as redes sociais deixaram de ser apenas um canal de comunicação para se tornarem ferramentas de conversão direta e cada vez mais poderosas.

Para saber o que rolou de conteúdo no último dia da NRF 2025, fique de olho no próximo post!

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Equipe Stone

Time de especialistas em negócios, finanças e empreendedorismo.

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