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Como montar um cardápio de restaurante por quilo? 

Da sugestão de ingredientes ao cálculo de preço cobrado, veja como vender e lucrar mais com seu quilo self service.

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Dizem que o primeiro restaurante por quilo do mundo foi inventado no Brasil – em Minas Gerais. O ano era 1984 e, segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, o “Isto e aQuilo” abriu as portas para começar a suprir a demanda por comida caseira na hora do almoço. 

O estabelecimento inspirou a criação de outros no Rio de Janeiro e em São Paulo e, rapidamente, a comida por quilo se tornou um dos modelos de refeição mais populares do Brasil – especialmente em horário comercial. 

Quais as vantagens de um restaurante a quilo?

Como o próprio nome diz, no modelo por quilo os clientes se servem à vontade e pagam de acordo com o peso da comida que colocam no prato. Cada item fica em um buffet de autoatendimento. Isso traz algumas vantagens: 

Variedade: o cardápio oferece muitas opções e permite experimentar “um pouco de tudo”. Do ponto de vista de negócio, é fácil atrair diferentes gostos e entregar uma boa experiência. 

Serviço: com clientes montando seus próprios pratos, há menos necessidade de garçons e um giro mais rápido de mesas. Além disso, o pagamento é simplificado, pois cada pessoa recebe a sua comanda com o valor que consumiu e, normalmente, paga direto no caixa. 

Margem de Lucro: é mais fácil ajustar valores mexendo em um único preço (o do quilo) do que refazendo todo um cardápio (como no caso de restaurantes “A la carte”). Também é possível ajustar o lucro sem mexer no preço, apenas otimizando os ingredientes, preparos e processos dos pratos. 

Atenção ao desperdício: no quilo, toda a comida precisa ser preparada e finalizada com antecedência. Por isso, o cálculo mal feito das quantidades servidas pode comer toda a sua margem de lucro. 

Como montar um cardápio por quilo?

Um dos principais atrativos de um restaurante por quilo é a variedade de receitas. Por isso, independentemente do quão sofisticada ou simples seja a experiência, é importante oferecer opções. 

Você pode modular o preço e a sua clientela selecionando os ingredientes e preparo dentro das sugestões abaixo: 

  • Total de pratos: geralmente varia entre 20 a 40 opções
  • Proteínas (3 a 5 opções): 2 tipos de carne vermelha, 1 de frango, 1 de peixe e 1 opção vegetariana.
  • Acompanhamentos (8 a 12 opções): Arroz branco, arroz integral, feijão, legumes grelhados, batata frita, massa, farofa, purê de batata.
  • Saladas (6 a 10 opções): folhas verdes, tomate, cenoura ralada, beterraba, salada de grãos, maionese fria.
  • Sobremesas (3 a 5 opções): Pudim, mousse de chocolate, frutas frescas.

Quanto cobrar em um restaurante por quilo?

Existem dois pontos fundamentais na hora de precificar a sua comida: o quanto o seu público alvo pode pagar e o quanto você precisa faturar para cobrir as despesas e lucrar. Geralmente, essa conta é feita calculando os custos totais e acrescentando uma margem de 30% a 50%. 

Fazendo as contas

O primeiro passo é calcular os custos do mês, que incluem ingredientes, mão de obra, aluguel, energia, parcelas de empréstimos, taxas, e todas as outras despesas fixas e variáveis.   

  • Custo dos ingredientes: custo total dos alimentos servidos diariamente. 
  • Mão de obra: salários e benefícios de todos os funcionários, desde a cozinha até o atendimento e limpeza.
  • Despesas fixas: aluguel, contas de energia, água, gás, manutenção, custos administrativos.
  • Despesas variáveis: utensílios descartáveis, limpeza, e eventuais taxas de serviços.

Digamos que seu custo total seja de R$30 mil. 

Agora, divida esse valor pelo número de dias que você fica aberto por mês – por exemplo, 25 dias. Ou seja, seu custo total diário é de R$1.200 por dia. 

Estimativa de clientes

Qual o número médio de clientes que você espera servir diariamente – ou a quantidade de quilos de comida que quer vender? 

Digamos que sejam 30 quilos – o que dá em torno de 60 refeições de meio quilo cada. 

Determinação do preço

Neste cenário, somente para pagar os custos, o seu preço por quilo precisa ser R$1200 (custo) dividido por 30 (quilos consumidos por dia). Ou seja, R$40 o quilo. 

Em outras palavras, se você vender 30 quilos de comida a R$40, irá “empatar” nas finanças – terá o suficiente para pagar os custos. 

Agora, acrescente uma margem de 30%-50% de lucro e você chegará no seu preço final: entre R$52 e R$60 o quilo. 

Neste cenário, você vende 30 quilos de comida por dia, durante 25 dias. Isso dá um total de 750kg no mês. Vendendo cada quilo a R$60, o seu faturamento será de R$45k

Como o seu custo é de R$30 mil, isso dá um lucro final de R$15 mil. 

Não se esqueça das bebidas e extras

Os valores acima são exemplos de uma conta simples focada apenas na venda do alimento. Lembre-se de que a maioria dos clientes irá consumir bebidas, café e comprar um eventual chocolate ou bala na saída do caixa. Todos esses produtos têm uma boa margem para os restaurantes e podem ajudar a manter o lucro mais alto. 

Outras dicas para vender mais

Fique de olho na concorrência

Pesquise os preços dos restaurantes da região e a sua oferta de produtos para entender como posicionar seu restaurante e ver se ele não está destoando muito – tanto para cima, quanto para baixo – em relação aos concorrentes. 

Teste, aprenda e ajuste sempre 

Fique de olho nos pratos que mais saem e busque oferecer opções novas para frequentadores assíduos.   

Programa de fidelidade 

Iniciativas que oferecem uma refeição, sobremesa ou café grátis após um número determinado de compras ajudam a trazer a clientela de volta.

Evite desperdícios

Quem opera um restaurante por quilo precisa ficar atento à gestão de estoque e oferta de produtos. A sobra de alimentos não consumidos no buffet pode comer boa parte do seu lucro.  

Planejamento: organize o cardápio do mês com antecedência. Negocie com fornecedores e aproveite ingredientes sazonais que costumam ter menor custo e maior qualidade. 

Reposição gradual: as regras de higiene e da Vigilância Sanitária precisam ser seguidas à risca. Com isso, é difícil reaproveitar insumos que já ficaram expostos no buffet. Treine o seu time para repor as travessas conforme a necessidade, evitando desperdício. Com isso, preparos ou insumos que ficaram na cozinha, se armazenados de forma correta, podem ser reaproveitados. 

Tecnologia: Use sistemas de gestão para monitorar o que é mais vendido e o que sobra, ajustando o cardápio de acordo com a demanda real. A antecipação ajuda a preparar a quantidade certa de comida.

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Este conteúdo é uma forma de apoiar empreendedores na sua jornada. No entanto, cada estabelecimento é único e nem todas as dicas aqui podem se aplicar ao seu negócio

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