A maquininha de cartão é o equipamento que recebe pagamentos por cartão de débito, crédito, voucher e Pix direto no balcão do seu negócio. Ela lê o cartão, autoriza a transação com o banco do cliente em segundos e envia o valor da venda para a sua conta, descontada a taxa acordada.
Escolher a maquininha certa é uma decisão de caixa, não de aparelho. A taxa cobrada em cada venda define quanto sobra, e o prazo de recebimento define quando esse dinheiro chega. Duas maquininhas parecidas por fora podem ter efeitos bem diferentes no fim do mês.
Nos próximos tópicos, você vai ver como a maquininha funciona, quais são os tipos, o que muda entre taxa fixa e taxa variável, quanto custa de verdade e o que conferir antes de fechar contrato.
O que é a maquininha de cartão?
A maquininha de cartão é o dispositivo que recebe os pagamentos das vendas do seu negócio, com cartão de débito e crédito, aproximação (NFC), voucher ou Pix por QR Code. Isso porque ela conecta o seu balcão ao sistema financeiro: a cada venda, ela pede autorização ao banco do cliente, confirma que o pagamento passou e encaminha o valor para a sua conta.
Quem fornece a maquininha é a adquirente, também chamada de credenciadora: a instituição que habilita um estabelecimento comercial a aceitar cartões e outros meios de pagamento. As credenciadoras são reguladas pelo Banco Central, o que garante regras iguais de segurança e de repasse para todas.
Como funciona a maquininha de cartão?
A maquininha de cartão funciona como uma ponte entre o seu balcão e o banco do cliente, e todo o processo acontece no tempo em que ele ainda está na sua frente. São cinco etapas, do momento em que o cartão encosta até o valor entrar na liquidação.
- Passe o cartão, aproxime o dispositivo ou selecione o Pix. A maquininha registra os dados da transação e inicia o pagamento. É aqui que o cliente escolhe como pagar, e ter todas as opções é o que evita perder a venda;
- A transação vai para a adquirente. A maquininha transmite os dados do pagamento para a empresa que processa a operação, que encaminha a venda para quem vai aprovar;
- A bandeira leva os dados ao banco emissor. A bandeira, como Visa ou Mastercard, repassa a solicitação ao banco que emitiu o cartão do cliente. É esse banco que decide se a compra passa;
- O banco aprova ou recusa. A resposta volta para a maquininha em segundos, e é o que permite fechar a venda ali mesmo, com a confirmação na tela;
- A venda é concluída e o valor entra na liquidação. O dinheiro segue para a sua conta conforme as condições contratadas, e é o prazo de recebimento que define quando ele fica disponível.
Quais são os tipos de maquininhas de cartão?
Existem cinco tipos de maquininha de cartão: tradicional, portátil, com celular, sem bobina e com bobina. A diferença entre elas está em três pontos: se o aparelho fica fixo ou se move com você, como ele se conecta à internet e se imprime ou não o comprovante da venda.
A tabela reúne as características de cada modelo e o perfil de negócio que costuma se dar melhor com ele.
| Tipo | Características | Perfil de negócio indicado |
| Maquininha tradicional | Funciona conectada à tomada ou com bateria e pode aceitar diferentes bandeiras e formas de pagamento. | Estabelecimentos com ponto físico e fluxo de vendas concentrado no balcão ou caixa. |
| Maquininha portátil | Tem bateria e conexão sem fio, como Wi-Fi, chip ou Bluetooth, o que permite levar o aparelho até o seu cliente. O comprovante pode ser impresso ou enviado digitalmente. | Restaurantes, lojas e negócios que precisam receber pagamentos em diferentes pontos do estabelecimento. |
| Maquininha com celular | Funciona integrada ao smartphone por meio de conexão compatível, permitindo processar pagamentos sem depender de um aparelho tradicional com bobina. | Profissionais autônomos, pequenos negócios e quem precisa de mobilidade com uma estrutura mais simples. |
| Maquininha sem bobina | Não imprime comprovante. | Negócios que preferem comprovantes digitais e querem reduzir o uso de papel. |
| Maquininha com bobina | Possui impressora integrada para emitir o comprovante físico imediatamente após a venda. | Estabelecimentos em que os clientes ainda preferem receber o comprovante impresso. |
Como escolher a maquininha de cartão certa?
Para escolher sua máquina de pagamento com cartão, olhe primeiro para o que afeta o seu caixa: a taxa cobrada em cada venda, o prazo de recebimento e se há aluguel ou mensalidade. Depois, avalie o que a sua rotina exige em mobilidade, formas de recebimento e comprovante. Sete pontos costumam decidir a escolha.
- Taxas: cada operadora define as condições conforme o perfil e o faturamento do negócio, então compare o custo por venda, não só o preço do aparelho;
- Custo fixo: verifique se há aluguel ou mensalidade, e em que condições ele é isento;
- Prazo de recebimento: quanto tempo leva até o dinheiro da venda cair na conta, no débito e no crédito;
- Volume de vendas: quanto você vende influencia as condições comerciais e pode reduzir a taxa ou dispensar o aluguel;
- Mobilidade: se o aparelho precisa circular pelo estabelecimento, confira conexão sem fio, Wi-Fi, chip e duração da bateria;
- Formas de recebimento: confira quais bandeiras, vouchers e opções o modelo aceita, incluindo aproximação e Pix por QR Code;
- Gestão das vendas: veja se dá para consultar vendas, transações e relatórios no próprio aparelho ou no aplicativo.
Se quiser ir mais fundo em cada critério, veja como escolher a maquininha de cartão.
Quanto custa uma maquininha de cartão?
O custo de uma maquininha de cartão não é um valor só: ele se divide entre o que você paga pelo aparelho e o que é descontado de cada venda. Na Stone, por exemplo, não há aluguel obrigatório da maquininha, e as taxas são personalizadas conforme o perfil e o volume de vendas do negócio.
A tabela abaixo mostra cada tipo de cobrança que pode aparecer no contrato e como ela funciona.
| Custo ou taxa | Descrição |
| Compra da maquininha | O valor varia conforme o modelo e os recursos disponíveis. Há empresas que trabalham com adesão, sem venda do aparelho. |
| Mensalidade ou aluguel | Algumas empresas cobram pelo uso da maquininha; outras não têm custo fixo. |
| Taxa de débito | Percentual descontado de cada venda no débito, conforme a empresa e as condições contratadas. |
| Taxa de crédito à vista | Percentual descontado das vendas no crédito em parcela única. |
| Taxa de crédito parcelado | Cobrada nas vendas parceladas, e varia conforme o número de parcelas. |
| Antecipação de recebíveis (receber antes do prazo, ou RAV) | Taxa cobrada quando você recebe hoje o valor de uma venda que só cairia daqui a 30 dias. Quanto mais dias adiantados, maior o custo. |
| Outras tarifas | Algumas operações e funcionalidades podem ter cobrança à parte. |
As taxas de débito e crédito têm um nome técnico que aparece em todo comparativo de maquininha: MDR, sigla em inglês para taxa de desconto do estabelecimento. Na prática, é a taxa que fica com cada venda.
Se você vende R$ 100 no crédito com MDR de 3%, caem R$ 97 na sua conta. É sobre esse número que vale negociar, porque ele é descontado de toda venda que você faz e faz diferença no fim do mês, muito mais do que o preço do aparelho.
Vale a pena usar a maquininha de cartão?
Vale a pena ter uma maquininha de cartão quando o custo por venda é menor do que o valor das vendas que você perde por não aceitar cartão. Na prática, isso acontece na maioria dos negócios que atendem presencialmente: se um cliente por semana desiste da compra porque só tem cartão, a conta já costuma fechar a favor da maquininha.
A decisão fica mais clara com quatro perguntas:
- Você já perdeu venda por não aceitar cartão? Uma venda perdida não volta, e é o custo que ninguém contabiliza;
- Seus clientes pedem parcelamento? O crédito parcelado costuma aumentar o valor da compra e viabiliza ticket que não sairia à vista;
- Quanto você venderia a mais por mês com cartão? Compare essa estimativa com o custo do aparelho e das taxas;
- O custo cabe no seu mês? Se houver aluguel ou mensalidade, ele pesa mesmo nos meses fracos, ao contrário da taxa por venda, que só existe quando você vende.
Se a resposta for sim para as duas primeiras, a maquininha provavelmente já se paga. O que decide depois é qual contratar: o modelo com custo fixo compromete o caixa mesmo sem venda, enquanto o modelo sem aluguel cobra só sobre o que você vendeu.
Quais os benefícios da maquininha de cartão?
A maquininha de cartão traz praticidade na hora de receber os pagamentos, além de ampliar as opções oferecidas ao cliente e ajudar na gestão das vendas. Entre os principais benefícios estão:
- Você vende do jeito que o cliente prefere pagar: cartão de débito e crédito, aproximação, voucher e Pix por QR Code, conforme o modelo contratado;
- Parcelamento no crédito: dá para fechar compras de valor mais alto, que o cliente não levaria à vista;
- Menos venda perdida: ninguém desiste da compra porque você só aceita dinheiro ou Pix;
- Mobilidade: com os modelos sem fio, você recebe em qualquer ponto do estabelecimento, na mesa do cliente ou na entrega;
- Vendas registradas: cada transação fica no extrato, o que facilita fechar o caixa e saber quanto entrou de verdade;
- Menos dinheiro no caixa: o valor vai direto para a conta, o que reduz risco de perda, erro de troco;
- Suporte quando trava: as fornecedoras oferecem atendimento para resolver problema de funcionamento, e algumas trocam o aparelho no seu balcão.
Como usar a maquininha de cartão?
Usar a maquininha de cartão leva menos tempo do que embalar o produto: a venda inteira acontece em cinco passos, do valor digitado ao comprovante na mão do cliente.
- Digite o valor da venda na maquininha;
- Selecione a forma de pagamento: débito, crédito à vista, crédito parcelado, voucher ou Pix por QR Code;
- Peça o cartão ao cliente, que insere, aproxima ou passa, conforme a modalidade escolhida;
- Aguarde a autorização e confira a confirmação na tela;
- Finalize a venda e entregue o comprovante, impresso ou digital.
O que muda de uma forma de pagamento para outra é quando o dinheiro cai na sua conta:
- Débito: o valor sai da conta do cliente na hora, e você recebe no prazo contratado, que costuma ser de um dia útil;
- Crédito à vista: a compra entra na fatura do cliente, e o dinheiro cai na sua conta no prazo combinado;
- Crédito parcelado: você seleciona o número de parcelas antes de passar o cartão, e recebe conforme a condição contratada;
- Pix por QR Code: a maquininha gera o código, o cliente lê pelo celular e o valor cai na hora;
- Voucher: funciona como o débito, com o cartão de vale-refeição ou vale-alimentação, e exige CNPJ no cadastro.
Antes da primeira venda, confira se o aparelho está conectado, por chip ou Wi-Fi, e se as bandeiras que os seus clientes mais usam estão habilitadas. E, se precisar desfazer uma venda depois de concluída, veja como funciona o estorno de pagamento na maquininha.
Venda mais com a melhor maquininha de cartão Stone
Escolher a maquininha de cartão certa faz diferença no quanto você recebe por cada venda e em quando esse dinheiro fica disponível. Na Stone, instituição de pagamento autorizada pelo Banco Central e listada na Nasdaq desde 2018, não há aluguel obrigatório: você paga apenas as taxas por transação, que diminuem conforme o volume de vendas do seu negócio aumenta.
A maquininha aceita mais de 50 bandeiras, entre cartões de débito, crédito e vouchers, além de permitir pagamentos por Pix via QR Code, com o valor recebido na hora, e por aproximação. Ela também oferece pré-autorização, recurso que reserva um valor no cartão do cliente sem fazer a cobrança naquele momento. É uma opção útil para negócios que trabalham com caução, como oficinas, locadoras e hotéis.
As vendas ficam reunidas em um único extrato no aplicativo e podem ser integradas a mais de 90 softwares de gestão. A maquininha também funciona em conjunto com a Conta PJ Stone, que tem abertura e manutenção gratuitas, para facilitar a organização financeira do negócio.
Quando precisar de ajuda, você conta com atendimento humano, com resposta em até 5 segundos por telefone ou WhatsApp. E, se o aparelho precisar ser trocado, os Green Angels (o time que atende no balcão, por todo o país) levam outro até a sua loja.
Este conteúdo é uma forma de apoiar empreendedores na sua jornada. No entanto, cada estabelecimento é único e nem todas as dicas aqui podem se aplicar ao seu negócio.
Perguntas frequentes sobre maquininha de cartão
Qual maquininha de cartão vale a pena?
A melhor depende do perfil do negócio. A Stone, por exemplo, oferece diferentes modelos, mais de 50 bandeiras e condições personalizadas conforme o perfil de cada empreendedor.
Preciso de CNPJ para ter maquininha da Stone?
Não. A Stone também atende pessoas físicas e profissionais autônomos, além de empresas com CNPJ.
Quando o dinheiro da venda na maquininha da Stone cai na conta?
O prazo depende da modalidade da venda e das condições contratadas com a Stone. Algumas modalidades permitem receber no mesmo dia.
Quais são as taxas cobradas pela maquininha de cartão?
As taxas variam conforme a modalidade e as condições comerciais. Na Stone, elas são personalizadas de acordo com o perfil e o faturamento do negócio.






