Maquininha de cartão

Maquininha de cartão: tudo que você precisa saber para escolher a sua

Taxa, prazo de recebimento e bandeiras aceitas mudam o caixa do seu negócio. Veja como escolher a maquininha de cartão certa.

8 min de leitura - 28 de jan de 2022

Maquininha de cartão: tudo que você precisa saber para escolher a sua

A maquininha de cartão é o equipamento que recebe pagamentos por cartão de débito, crédito, voucher e Pix direto no balcão do seu negócio. Ela lê o cartão, autoriza a transação com o banco do cliente em segundos e envia o valor da venda para a sua conta, descontada a taxa acordada.

Escolher a maquininha certa é uma decisão de caixa, não de aparelho. A taxa cobrada em cada venda define quanto sobra, e o prazo de recebimento define quando esse dinheiro chega. Duas maquininhas parecidas por fora podem ter efeitos bem diferentes no fim do mês.

Nos próximos tópicos, você vai ver como a maquininha funciona, quais são os tipos, o que muda entre taxa fixa e taxa variável, quanto custa de verdade e o que conferir antes de fechar contrato.

O que é a maquininha de cartão?

A maquininha de cartão é o dispositivo que recebe os pagamentos das vendas do seu negócio, com cartão de débito e crédito, aproximação (NFC), voucher ou Pix por QR Code. Isso porque ela conecta o seu balcão ao sistema financeiro: a cada venda, ela pede autorização ao banco do cliente, confirma que o pagamento passou e encaminha o valor para a sua conta.

Quem fornece a maquininha é a adquirente, também chamada de credenciadora: a instituição que habilita um estabelecimento comercial a aceitar cartões e outros meios de pagamento. As credenciadoras são reguladas pelo Banco Central, o que garante regras iguais de segurança e de repasse para todas.

Como funciona a maquininha de cartão?

A maquininha de cartão funciona como uma ponte entre o seu balcão e o banco do cliente, e todo o processo acontece no tempo em que ele ainda está na sua frente. São cinco etapas, do momento em que o cartão encosta até o valor entrar na liquidação.

  1. Passe o cartão, aproxime o dispositivo ou selecione o Pix. A maquininha registra os dados da transação e inicia o pagamento. É aqui que o cliente escolhe como pagar, e ter todas as opções é o que evita perder a venda;
  2. A transação vai para a adquirente. A maquininha transmite os dados do pagamento para a empresa que processa a operação, que encaminha a venda para quem vai aprovar;
  3. A bandeira leva os dados ao banco emissor. A bandeira, como Visa ou Mastercard, repassa a solicitação ao banco que emitiu o cartão do cliente. É esse banco que decide se a compra passa;
  4. O banco aprova ou recusa. A resposta volta para a maquininha em segundos, e é o que permite fechar a venda ali mesmo, com a confirmação na tela;
  5. A venda é concluída e o valor entra na liquidação. O dinheiro segue para a sua conta conforme as condições contratadas, e é o prazo de recebimento que define quando ele fica disponível.

Quais são os tipos de maquininhas de cartão?

Existem cinco tipos de maquininha de cartão: tradicional, portátil, com celular, sem bobina e com bobina. A diferença entre elas está em três pontos: se o aparelho fica fixo ou se move com você, como ele se conecta à internet e se imprime ou não o comprovante da venda. 

A tabela reúne as características de cada modelo e o perfil de negócio que costuma se dar melhor com ele.

TipoCaracterísticasPerfil de negócio indicado
Maquininha tradicionalFunciona conectada à tomada ou com bateria e pode aceitar diferentes bandeiras e formas de pagamento. Estabelecimentos com ponto físico e fluxo de vendas concentrado no balcão ou caixa.
Maquininha portátilTem bateria e conexão sem fio, como Wi-Fi, chip ou Bluetooth, o que permite levar o aparelho até o seu cliente. O comprovante pode ser impresso ou enviado digitalmente.Restaurantes, lojas e negócios que precisam receber pagamentos em diferentes pontos do estabelecimento.
Maquininha com celularFunciona integrada ao smartphone por meio de conexão compatível, permitindo processar pagamentos sem depender de um aparelho tradicional com bobina.Profissionais autônomos, pequenos negócios e quem precisa de mobilidade com uma estrutura mais simples.
Maquininha sem bobinaNão imprime comprovante. Negócios que preferem comprovantes digitais e querem reduzir o uso de papel.
Maquininha com bobinaPossui impressora integrada para emitir o comprovante físico imediatamente após a venda.Estabelecimentos em que os clientes ainda preferem receber o comprovante impresso.

Como escolher a maquininha de cartão certa? 

Para escolher sua máquina de pagamento com cartão, olhe primeiro para o que afeta o seu caixa: a taxa cobrada em cada venda, o prazo de recebimento e se há aluguel ou mensalidade. Depois, avalie o que a sua rotina exige em mobilidade, formas de recebimento e comprovante. Sete pontos costumam decidir a escolha.

  • Taxas: cada operadora define as condições conforme o perfil e o faturamento do negócio, então compare o custo por venda, não só o preço do aparelho;
  • Custo fixo: verifique se há aluguel ou mensalidade, e em que condições ele é isento;
  • Prazo de recebimento: quanto tempo leva até o dinheiro da venda cair na conta, no débito e no crédito;
  • Volume de vendas: quanto você vende influencia as condições comerciais e pode reduzir a taxa ou dispensar o aluguel;
  • Mobilidade: se o aparelho precisa circular pelo estabelecimento, confira conexão sem fio, Wi-Fi, chip e duração da bateria;
  • Formas de recebimento: confira quais bandeiras, vouchers e opções o modelo aceita, incluindo aproximação e Pix por QR Code;
  • Gestão das vendas: veja se dá para consultar vendas, transações e relatórios no próprio aparelho ou no aplicativo.

Se quiser ir mais fundo em cada critério, veja como escolher a maquininha de cartão.

Quanto custa uma maquininha de cartão?

O custo de uma maquininha de cartão não é um valor só: ele se divide entre o que você paga pelo aparelho e o que é descontado de cada venda. Na Stone, por exemplo, não há aluguel obrigatório da maquininha, e as taxas são personalizadas conforme o perfil e o volume de vendas do negócio. 

A tabela abaixo mostra cada tipo de cobrança que pode aparecer no contrato e como ela funciona.

Custo ou taxaDescrição
Compra da maquininhaO valor varia conforme o modelo e os recursos disponíveis. Há empresas que trabalham com adesão, sem venda do aparelho. 
Mensalidade ou aluguelAlgumas empresas cobram pelo uso da maquininha; outras não têm custo fixo.
Taxa de débitoPercentual descontado de cada venda no débito, conforme a empresa e as condições contratadas. 
Taxa de crédito à vistaPercentual descontado das vendas no crédito em parcela única. 
Taxa de crédito parceladoCobrada nas vendas parceladas, e varia conforme o número de parcelas. 
Antecipação de recebíveis (receber antes do prazo, ou RAV) Taxa cobrada quando você recebe hoje o valor de uma venda que só cairia daqui a 30 dias. Quanto mais dias adiantados, maior o custo. 
Outras tarifasAlgumas operações e funcionalidades podem ter cobrança à parte. 

As taxas de débito e crédito têm um nome técnico que aparece em todo comparativo de maquininha: MDR, sigla em inglês para taxa de desconto do estabelecimento. Na prática, é a taxa que fica com cada venda. 

Se você vende R$ 100 no crédito com MDR de 3%, caem R$ 97 na sua conta. É sobre esse número que vale negociar, porque ele é descontado de toda venda que você faz e faz diferença no fim do mês, muito mais do que o preço do aparelho.

Vale a pena usar a maquininha de cartão?

Vale a pena ter uma maquininha de cartão quando o custo por venda é menor do que o valor das vendas que você perde por não aceitar cartão. Na prática, isso acontece na maioria dos negócios que atendem presencialmente: se um cliente por semana desiste da compra porque só tem cartão, a conta já costuma fechar a favor da maquininha.

A decisão fica mais clara com quatro perguntas:

  • Você já perdeu venda por não aceitar cartão? Uma venda perdida não volta, e é o custo que ninguém contabiliza;
  • Seus clientes pedem parcelamento? O crédito parcelado costuma aumentar o valor da compra e viabiliza ticket que não sairia à vista;
  • Quanto você venderia a mais por mês com cartão? Compare essa estimativa com o custo do aparelho e das taxas;
  • O custo cabe no seu mês? Se houver aluguel ou mensalidade, ele pesa mesmo nos meses fracos, ao contrário da taxa por venda, que só existe quando você vende.

Se a resposta for sim para as duas primeiras, a maquininha provavelmente já se paga. O que decide depois é qual contratar: o modelo com custo fixo compromete o caixa mesmo sem venda, enquanto o modelo sem aluguel cobra só sobre o que você vendeu.

Quais os benefícios da maquininha de cartão?

A maquininha de cartão traz praticidade na hora de receber os pagamentos, além de ampliar as opções oferecidas ao cliente e ajudar na gestão das vendas. Entre os principais benefícios estão:

  • Você vende do jeito que o cliente prefere pagar: cartão de débito e crédito, aproximação, voucher e Pix por QR Code, conforme o modelo contratado;
  • Parcelamento no crédito: dá para fechar compras de valor mais alto, que o cliente não levaria à vista;
  • Menos venda perdida: ninguém desiste da compra porque você só aceita dinheiro ou Pix;
  • Mobilidade: com os modelos sem fio, você recebe em qualquer ponto do estabelecimento, na mesa do cliente ou na entrega;
  • Vendas registradas: cada transação fica no extrato, o que facilita fechar o caixa e saber quanto entrou de verdade;
  • Menos dinheiro no caixa: o valor vai direto para a conta, o que reduz risco de perda, erro de troco;
  • Suporte quando trava: as fornecedoras oferecem atendimento para resolver problema de funcionamento, e algumas trocam o aparelho no seu balcão.

Como usar a maquininha de cartão?

Usar a maquininha de cartão leva menos tempo do que embalar o produto: a venda inteira acontece em cinco passos, do valor digitado ao comprovante na mão do cliente.

  1. Digite o valor da venda na maquininha;
  2. Selecione a forma de pagamento: débito, crédito à vista, crédito parcelado, voucher ou Pix por QR Code;
  3. Peça o cartão ao cliente, que insere, aproxima ou passa, conforme a modalidade escolhida;
  4. Aguarde a autorização e confira a confirmação na tela;
  5. Finalize a venda e entregue o comprovante, impresso ou digital.

O que muda de uma forma de pagamento para outra é quando o dinheiro cai na sua conta:

  • Débito: o valor sai da conta do cliente na hora, e você recebe no prazo contratado, que costuma ser de um dia útil;
  • Crédito à vista: a compra entra na fatura do cliente, e o dinheiro cai na sua conta no prazo combinado;
  • Crédito parcelado: você seleciona o número de parcelas antes de passar o cartão, e recebe conforme a condição contratada;
  • Pix por QR Code: a maquininha gera o código, o cliente lê pelo celular e o valor cai na hora;
  • Voucher: funciona como o débito, com o cartão de vale-refeição ou vale-alimentação, e exige CNPJ no cadastro.

Antes da primeira venda, confira se o aparelho está conectado, por chip ou Wi-Fi, e se as bandeiras que os seus clientes mais usam estão habilitadas. E, se precisar desfazer uma venda depois de concluída, veja como funciona o estorno de pagamento na maquininha.

Venda mais com a melhor maquininha de cartão Stone 

Escolher a maquininha de cartão certa faz diferença no quanto você recebe por cada venda e em quando esse dinheiro fica disponível. Na Stone, instituição de pagamento autorizada pelo Banco Central e listada na Nasdaq desde 2018, não há aluguel obrigatório: você paga apenas as taxas por transação, que diminuem conforme o volume de vendas do seu negócio aumenta.

A maquininha aceita mais de 50 bandeiras, entre cartões de débito, crédito e vouchers, além de permitir pagamentos por Pix via QR Code, com o valor recebido na hora, e por aproximação. Ela também oferece pré-autorização, recurso que reserva um valor no cartão do cliente sem fazer a cobrança naquele momento. É uma opção útil para negócios que trabalham com caução, como oficinas, locadoras e hotéis.

As vendas ficam reunidas em um único extrato no aplicativo e podem ser integradas a mais de 90 softwares de gestão. A maquininha também funciona em conjunto com a Conta PJ Stone, que tem abertura e manutenção gratuitas, para facilitar a organização financeira do negócio.

Quando precisar de ajuda, você conta com atendimento humano, com resposta em até 5 segundos por telefone ou WhatsApp. E, se o aparelho precisar ser trocado, os Green Angels (o time que atende no balcão, por todo o país) levam outro até a sua loja.

Este conteúdo é uma forma de apoiar empreendedores na sua jornada. No entanto, cada estabelecimento é único e nem todas as dicas aqui podem se aplicar ao seu negócio.

Perguntas frequentes sobre maquininha de cartão

Qual maquininha de cartão vale a pena?

A melhor depende do perfil do negócio. A Stone, por exemplo, oferece diferentes modelos, mais de 50 bandeiras e condições personalizadas conforme o perfil de cada empreendedor. 

Preciso de CNPJ para ter maquininha da Stone?

Não. A Stone também atende pessoas físicas e profissionais autônomos, além de empresas com CNPJ.

Quando o dinheiro da venda na maquininha da Stone cai na conta?

O prazo depende da modalidade da venda e das condições contratadas com a Stone. Algumas modalidades permitem receber no mesmo dia.

Quais são as taxas cobradas pela maquininha de cartão?

As taxas variam conforme a modalidade e as condições comerciais. Na Stone, elas são personalizadas de acordo com o perfil e o faturamento do negócio.

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Equipe Stone

Time de especialistas em negócios, finanças e empreendedorismo.

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