O pagamento de boletos faz parte da rotina de muitas pessoas e negócios brasileiros. No entanto, aproveitando-se da praticidade dessa forma de pagamento, vem um risco: o golpe do boleto falso.
Em 2024, golpes financeiros como boletos adulterados foram responsáveis por 32,8% das fraudes mais recorrentes no Brasil, segundo um levantamento da Serasa Experian. Por isso, é fundamental analisar com cuidado as cobranças que você recebe antes de pagar.
Entenda como funciona o golpe do boleto falso na prática e quais cuidados você deve tomar.
Como funciona o golpe do boleto falso?
No golpe do boleto falso, fraudadores criam um boleto adulterado para enganar o pagador e gerar prejuízos financeiros.
Os criminosos usam logotipos de instituições financeiras, empresas do varejo ou até mesmo órgãos públicos para simular a cobrança legítima. No entanto, os dados de pagamento, como o código de barras e o número da conta, são modificados para desviar o dinheiro.
O golpe pode acontecer de várias formas:
- boletos enviados em comunicações falsas por e-mail ou WhatsApp;
- páginas falsas que imitam sites oficiais de instituições renomadas;
- instalação de um vírus que troca automaticamente o código de barras na hora de imprimir ou copiar um boleto.
Como saber se um boleto é falso?
É essencial saber identificar se um boleto é falso antes de fazer qualquer pagamento, tanto para proteger o seu negócio quanto para orientar seus clientes e equipe.
Confira abaixo boas práticas para identificar um golpe do boleto falso.
Compare com boletos anteriores
Se a cobrança recebida for de uma empresa ou instituição com a qual você já tem relação, compare o novo boleto com um que você já tenha pago anteriormente.
Verifique se os dados do beneficiário, o CNPJ, o valor, a data de vencimento e o código da instituição financeira são os mesmos. Qualquer inconsistência, mesmo que pequena, pode ser um sinal de golpe.
Verifique o beneficiário e o CNPJ
Sempre confira o nome do beneficiário e o CNPJ no boleto. Eles devem corresponder exatamente à empresa ou instituição para a qual você pretende pagar. Em caso de dúvida, consulte o CNPJ do negócio no site da Receita Federal.
Confirme o código do emissor
Os três primeiros dígitos da linha digitável indicam a instituição financeira emissora do boleto. Por exemplo, o código da Stone é 197. Se aparecer outro número inesperado, ligue o alerta.
Desconfie de cobranças por canais informais
Mensagens cobrando boletos por e-mail, SMS ou WhatsApp, especialmente com tom de urgência ou ameaça de negativação, são comuns em golpes. Acompanhe de perto as suas compras e pagamentos para evitar cair nesse tipo de armadilha.
Cheque o remetente das mensagens
Prefira baixar o boleto apenas por canais verificados. No WhatsApp, confira se o número tem o selo de verificação oficial para garantir que você está falando com a empresa verdadeira.
Em e-mails, tenha atenção ao remetente: criminosos costumam usar e-mails com erros de digitação ou domínios estranhos, como “@empresa-comercial.xyz”. Empresas sérias usam domínios próprios e profissionais.
Entre em contato com a empresa
Se tiver qualquer suspeita, entre em contato com a empresa ou instituição financeira pelos canais de atendimento oficiais antes de pagar. Não use os contatos que estão no boleto suspeito.
Ao adotar essas práticas no seu dia a dia e também orientá-las aos seus clientes, você evita prejuízos e dores de cabeça com o golpe do boleto falso.
Quer conhecer mais fraudes comuns na internet? Descubra como funciona o golpe do comprovante falso e como evitá-lo.
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Este conteúdo é uma forma de apoiar empreendedores na sua jornada. No entanto, cada estabelecimento é único e nem todas as dicas aqui podem se aplicar ao seu negócio.





