0

7 principais indicadores financeiros para acompanhar

Lucro, faturamento, margem de contribuição e mais: conheça os principais indicadores financeiros para o seu negócio.

0

Tomar decisões no “achismo” pode custar caro. Para ter segurança do que fazer com o seu dinheiro e garantir o crescimento da empresa, você precisa conhecer seus números. É para isso que servem os indicadores financeiros.

São eles que transformam números soltos em respostas claras, mostrando o que vai bem e o que precisa de atenção. Assim, ajudam no planejamento e nas decisões do dia a dia, otimizando a sua gestão financeira.

Conheça os principais indicadores financeiros para o seu negócio e aprenda como calculá-los.

O que são indicadores financeiros?

Os indicadores financeiros são métricas que permitem acompanhar a performance das finanças do seu negócio, ou seja, que medem a saúde do seu empreendimento.

Na prática, eles mostram se você está no caminho certo para crescer ou se é hora de ajustar a rota. Ao analisar esses números, você entende se a operação está realmente dando lucro, o impacto dos custos no seu caixa, os produtos ou serviços mais rentáveis etc.

Também chamados de KPIs (Key Performance Indicators ou indicadores-chave de desempenho), os indicadores financeiros são ferramentas muito importantes para fazer um diagnóstico da organização e tomar decisões baseadas em fatos concretos.

Quais são os principais indicadores financeiros?

Confira os principais indicadores financeiros que devem ser acompanhados regularmente e de que maneira avaliar os seus resultados.

1. Faturamento

O faturamento é a soma de todas as quantias provenientes das vendas de produtos e/ou serviços do negócio em um determinado período de tempo — por mês ou por ano, por exemplo.

Esse KPI serve, principalmente, para avaliar a performance da companhia, identificando se ela gera caixa suficiente para cobrir suas despesas e também para lucrar.

Outra importante função é servir como base de cálculo para identificar os impostos que deverão ser pagos ao governo. No entanto, lembre-se de que isso varia de acordo com o regime tributário e a natureza jurídica do negócio.

Há dois tipos de faturamento que podem ser calculados: o bruto e o líquido.

Faturamento bruto

Para calcular o faturamento bruto, é só multiplicar o preço da venda do serviço e/ou produto pelo total de negócios fechados no período de tempo analisado. A fórmula é:

Faturamento bruto = Preço de venda x Quantidade vendida

Faturamento líquido

Já para calcular o faturamento líquido, é necessário subtrair as deduções das vendas — basicamente, os negócios cancelados — e os impostos que foram cobrados sobre as operações. A fórmula é a seguinte:

Faturamento líquido = Faturamento bruto – Deduções de vendas – Impostos

2. Lucro

Lucro é o dinheiro que sobra depois de pagar todos os custos e despesas da empresa. Esse é um dos principais indicadores para avaliar a saúde do negócio — afinal, faturar é ótimo, mas é preciso gerar lucro para investir no crescimento da organização.

Assim como no caso do faturamento, é fundamental acompanhar os dois tipos de lucro: o bruto e o líquido.

Lucro bruto

O lucro bruto representa a receita total com a subtração dos custos diretos e indiretos relacionados à produção das mercadorias e/ou serviços. A fórmula para o seu cálculo é:

Lucro bruto = Receita total – Custos relativos à produção

Os custos relativos à produção são aqueles gastos variáveis necessários tanto para a prestação de um serviço quanto para a fabricação de um produto, como insumos, matéria-prima e mão de obra. Quanto maior for o volume de negócios fechados, maiores também serão esses gastos.

Lucro líquido

O lucro líquido, por sua vez, mostra quanto dinheiro “restou” após a subtração de todas as despesas possíveis do faturamento — não somente aquelas relacionadas à produção. Para calculá-lo, basta seguir a fórmula:

Lucro líquido = Receita total – Despesas e custos totais

3. Margem de contribuição

A margem de contribuição é o ganho bruto sobre os negócios fechados. Ou seja, o que resta após o pagamento dos custos relativos à produção e dos impostos sobre produtos e serviços — que são as despesas variáveis.

Essa quantia restante é utilizada para liquidar os gastos fixos do negócio, como folhas de pagamento e aluguel, e para compor o lucro de sócios e acionistas. A fórmula para o cálculo é:

Margem de contribuição = Faturamento – (Despesas relacionadas à produção + Custos relacionados à produção)

4. Ponto de equilíbrio

Também conhecido como break even point, o ponto de equilíbrio representa o momento em que a receita líquida da organização é exatamente igual à soma das despesas e dos custos.

Esse indicador é utilizado para calcular quanto a empresa precisa vender para bancar suas operações sem qualquer prejuízo. Logo, ele serve como uma referência para identificar a partir de qual momento o negócio começará a gerar lucro.

O cálculo é feito a partir da seguinte fórmula:

Ponto de equilíbrio = Despesas e custos fixos/Margem de contribuição

5. Retorno Sobre o Investimento (ROI)

O ROI mostra quando o negócio perdeu ou ganhou a partir dos investimentos realizados.

Além de revelar o potencial de produção de lucros, a métrica demonstra quanto o negócio alcançou de lucro líquido para cada real que foi investido — seja o valor proveniente de capital próprio ou de terceiros.

O cálculo é o seguinte:

ROI = (Ganho conquistado – Investimento inicial)/Investimento inicial

6. Liquidez corrente

De forma resumida, a liquidez corrente aponta o valor monetário que o negócio tem para receber em um prazo curto de tempo, levando também em conta o que precisa ser quitado no mesmo período.

Em outras palavras, a métrica revela as condições da companhia para o cumprimento das suas obrigações em curto prazo.

O cálculo é realizado a partir da divisão do ativo circulante pelo passivo circulante:

Liquidez corrente = Ativo circulante/Passivo circulante

Ativo circulante são os bens e direitos que uma empresa pode transformar em dinheiro no curto prazo, como valores em caixa e estoque. Já o passivo circulante são os pagamentos que a empresa deve quitar no curto prazo, como salários, dívidas e fornecedores.

7. Giro de caixa

O giro de caixa é um indicador que mostra quantas vezes, em um período, os recursos financeiros de uma empresa são utilizados para financiar suas operações. Em outras palavras, ele mede a velocidade com que o dinheiro entra e sai do caixa no dia a dia do negócio.

De modo geral, um giro de caixa alto indica que os recursos estão sendo rapidamente utilizados, o que pode apontar para uma liquidez corrente menor.

Para calcular o giro de caixa, primeiro é necessário identificar o Ciclo Financeiro (CCC – Cash Conversion Cycle), que mostra o tempo médio (em dias) que a empresa leva para transformar seus recursos em dinheiro. A fórmula é:

CCC = Prazo médio de estoque + Prazo médio de recebimento – Prazo médio de pagamento

Com o valor do ciclo financeiro em mãos, o giro de caixa pode ser calculado da seguinte forma:

Giro de caixa = 365 / CCC

Esse resultado mostra quantas vezes, ao longo de um ano, o caixa é renovado para financiar as operações.

Por que monitorar os indicadores financeiros do negócio?

Os indicadores financeiros são capazes de revelar tanto a performance passada da sua empresa quanto oferecer uma previsibilidade futura maior. Assim, é possível ter uma melhor visão do negócio como um todo.

A partir dos dados coletados, você pode enxergar de forma bem mais clara os pontos mais críticos do empreendimento e, naturalmente, também os seus pontos de alavancagem. Dessa forma, passa a ser viável planejar e também traçar novas ações estratégicas para a melhor gestão dos recursos.

Por isso, independentemente do porte e do segmento de atuação do seu negócio, é fundamental conhecer a fundo os seus indicadores financeiros e, mais do que isso, saber interpretá-los corretamente.

Para conhecer mais indicadores importantes para a sua gestão, confira 8 KPIs de vendas para monitorar no seu negócio.

Como a Stone pode ajudar o seu negócio?

A Stone é a grande parceira do empreendedor brasileiro e tem soluções financeiras completas para o seu negócio. De vendas online a maquininha no balcão, passando por ofertas de crédito, por conta PJ e sistemas de ponto de venda integrados: tudo que você precisa para vender, gerir e girar de forma mais eficiente. Conheça mais.

Este conteúdo é uma forma de apoiar empreendedores na sua jornada. No entanto, cada estabelecimento é único e nem todas as dicas aqui podem se aplicar ao seu negócio.

0