Janeiro é mês de NRF (National Retail Federation), o maior evento do varejo do mundo, que acontece em Nova York. E a Stone esteve lá, junto com o the news, no meio de 40 mil visitantes e mais de 2.600 brasileiros, para entender o que vem por aí.
Quer saber o que vai mudar no seu negócio e no bolso do seu cliente? A NRF 2026 deixou claro que a tecnologia parou de ser um diferencial para virar infraestrutura. Ou seja: ela é o alicerce para você trabalhar menos no operacional e mais na estratégia.
Confira os principais insights da NRF 2026 para o lojista brasileiro aplicar já!
1. IA como infraestrutura básica
Esqueça os robôs futuristas. Na NRF 2026, a inteligência artificial (IA) apareceu como uma ferramenta para “eliminar a papelada”. Ela deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar infraestrutura básica.
Como isso impacta o lojista na prática? A IA não vem para substituir o toque humano, mas para tirar da sua frente as tarefas manuais e operacionais.
- No atendimento: sabe aquelas perguntas repetitivas no WhatsApp (“tem tamanho M?”, “que horas abre?”)? Ferramentas simples de automação já respondem isso, liberando você para focar na venda complexa;
- Na gestão: o foco é eficiência. Sistemas inteligentes já ajudam a prever quanto de estoque você precisa repor, baseados no que vendeu mês passado, evitando dinheiro parado na prateleira.
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2. A era do Comércio Agêntico
Esse foi o grande anúncio do evento: o Google apresentou o Universal Commerce Protocol, inaugurando oficialmente a era do Comércio Agêntico (ou Agentic Commerce).
Isso significa que a IA deixou de ser apenas um chat para tirar dúvidas e virou um “agente” que age pelo consumidor. E não é ficção científica: o recurso já começará a ser utilizado nos Estados Unidos, com gigantes como o Walmart já integrados.
Na prática, o cliente apenas diz para o celular: “Quero um tênis de corrida confortável, preto, até R$ 600”. O agente de IA varre a internet, seleciona a melhor oferta baseada no perfil do usuário e pode até finalizar a compra sozinho, sem que a pessoa precise visitar o site da loja.
O impacto no seu negócio: seu novo cliente também é um robô. Quando essa tecnologia chegar massivamente ao Brasil, se o seu catálogo online não estiver estruturado para ser lido por essa inteligência, o agente de IA nem saberá que sua loja existe.
- Organize seus dados: seu cadastro de produtos (nome, descrição, preço, estoque) precisa estar impecável e digitalizado;
- Integração é tudo: se o seu estoque físico não conversa com o digital em tempo real, a IA vai ignorar sua loja para evitar vender algo que não tem. Não existe mais varejo sem dados.
3. Hiperpersonalização e o cliente artificial
A NRF mostrou que a hiperpersonalização subiu de nível com a chegada do cliente artificial.
O que é isso? Em vez de testar uma promoção no cliente real e correr o risco de errar, as grandes empresas usam IA para criar uma “cópia digital” do consumidor baseada em dados. É como ter um consultor que pensa exatamente igual ao seu público, disponível 24 horas por dia para dizer se uma ideia vai funcionar ou não.
David Edelman, professor de Harvard que esteve no Insights by Stone durante a NRF, resumiu o espírito da coisa: as marcas não podem tratar a relação com o cliente como garantida. A confiança é construída todo dia, e oferecer o produto certo na hora certa é a melhor forma de mantê-la.
Você não precisa de um robô complexo para aplicar a lógica do cliente artificial. O segredo é usar dados para antecipar desejos.
- Abandone o achismo: pare de mandar a mesma oferta para todo mundo. Olhe para o histórico de vendas para entender o padrão de compra;
- Segmentação inteligente: se o sistema mostra que o João compra tênis de corrida a cada 6 meses, não espere ele aparecer. No 5º mês, envie uma mensagem: “Oi João, chegou um modelo novo que é a sua cara”.
4. Varejo híbrido e a integração digital
A loja física morreu? Pelo contrário. O que morreu foi a loja ultrapassada, que só serve para estocar produto. A NRF 2026 reforçou que o varejo híbrido (físico + digital) é o modelo dominante.
A Geração Z (os jovens que estão ditando o consumo) pesquisa no celular, compara na loja e decide na hora. Eles querem rapidez e recomendações reais:
- Esteja presente: mesmo que você venda localmente, precisa estar no Google Meu Negócio e nas redes sociais. É lá que a decisão de compra começa;
- Tire dúvidas antes: crie conteúdos que antecipem as perguntas. Vídeos mostrando o produto em uso funcionam muito melhor do que fotos estáticas.
Tecnologia potencializa, gente conecta
O resumo da NRF 2026 é que a tecnologia, por mais avançada que seja, é meio, não fim. Ela serve para eliminar burocracia e sobrar tempo para o que importa: o relacionamento.
Para o pequeno e médio empreendedor brasileiro, a regra é clara: organize seus dados, integre seus canais e use a tecnologia para simplificar a vida do seu cliente. Confiança é a moeda mais valiosa do mercado.
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Este conteúdo é uma forma de apoiar empreendedores na sua jornada. No entanto, cada estabelecimento é único e nem todas as dicas aqui podem se aplicar ao seu negócio.






