Finanças e pagamentos

Taxa do Pix: quando a tarifa pode ser cobrada de PF, PJ MEI e empresa

Pix é grátis para PF e MEI enviar e receber transferências. Veja quando o banco pode cobrar tarifa de empresas e por que o Pix não tem imposto.

7 min de leitura - 20 de mai de 2026

Taxa do Pix: quando a tarifa pode ser cobrada de PF, PJ MEI e empresa

As regras do Banco Central para a tarifa do Pix, o que muda para quem vende e como saber se a sua conta cobra.

O Pix não tem taxa para pessoa física e MEI enviar dinheiro nem para receber transferências. Já as empresas (LTDA, SLU e outros formatos) podem pagar tarifa para enviar e para receber, e até a pessoa física pode ser cobrada quando usa o Pix para receber por vendas, como no QR Code dinâmico. Quem define se cobra e quanto é a instituição, dentro das regras do Banco Central.

E não, o Pix não vai ser taxado pelo governo: tarifa é o preço de um serviço cobrado pelo banco, não imposto. Nenhuma lei criou tributo sobre o Pix.

Em resumo: pela Resolução BCB nº 19/2020, as instituições não podem cobrar de pessoas físicas e empresários individuais (incluindo o MEI) pelo envio de Pix nem pelo recebimento de transferências. Podem cobrar quando esse público recebe Pix com finalidade de compra (QR Code dinâmico, aproximação ou mais de 30 recebimentos no mês, por exemplo). Para empresas, a tarifa é permitida no envio e no recebimento. O Banco Central não tabela o valor, mas exige que ele apareça no comprovante, no extrato e na tabela de tarifas da instituição.

O Pix tem taxa?

Para quem usa a conta de pessoa física (PF), o Pix não tem taxa na maioria dos casos. Você pode transferir dinheiro, pagar boletos e fazer compras sem custo adicional. Apesar dos boatos sobre o fim dessa isenção, a regra do Banco Central continua a mesma.

Mas a isenção não é absoluta. Existem exceções em que a cobrança na conta física é permitida, especialmente quando o uso passa a ter um perfil comercial intenso.

Já para quem opera com conta de pessoa jurídica (PJ), o Banco Central autoriza a cobrança. A decisão de cobrar ou não, assim como o valor da tarifa, fica a critério de cada instituição.

Um ponto de atenção na hora de separar as regras: Microempreendedores Individuais (MEIs) e Empresários Individuais (EIs) têm os mesmos direitos de isenção das pessoas físicas. Outros formatos de negócio, como Sociedade Limitada (LTDA) e SLU (que substituiu a antiga Eireli), seguem as regras de cobrança PJ.

SituaçãoPF, MEI e EIEmpresa (LTDA, SLU e outras)
Enviar Pix pelo app ou internet bankingGrátisPode ter tarifa
Enviar Pix pela agência ou por telefone, quando o app oferece a opçãoPode ter tarifaPode ter tarifa
Receber transferência de pessoa física (chave, dados ou QR estático)Grátis até 30 por mêsPode ter tarifa
Receber transferência de empresa por chave ou dadosGrátisGrátis (a tarifa, se houver, é do pagador)
Receber por QR Code dinâmico, aproximação ou Pix CobrançaPode ter tarifaPode ter tarifa
Receber de empresa por QR CodePode ter tarifaPode ter tarifa
Receber por Pix AutomáticoNão se aplicaPode ter tarifa
Pix Saque e Pix TrocoGrátis até 8 por mêsPode ter tarifa

O Pix vai ser taxado?

Não. Não existe imposto sobre o Pix, e nenhuma norma de 2025 ou 2026 criou um. O que existe é a tarifa: o preço que a instituição cobra por um serviço, do mesmo jeito que pode cobrar por uma TED ou por um saque.

O boato ganhou força em janeiro de 2025, quando uma norma da Receita Federal (a Instrução Normativa RFB nº 2.219/2024) ampliou o envio de informações sobre movimentações financeiras, incluindo o Pix. A regra não criava cobrança nenhuma, mas foi confundida com "taxação" e acabou revogada pela Instrução Normativa RFB nº 2.247, de 15 de janeiro de 2025.

Na sequência, o governo editou a Medida Provisória nº 1.288/2025, que dizia que não incide tributo sobre o Pix e proibia cobrar preço maior de quem paga com Pix à vista. A MP não foi votada pelo Congresso e teve a vigência encerrada. Mesmo assim, nada mudou na prática: a gratuidade para pessoa física vem da Resolução BCB nº 19/2020, que continua valendo.

Como funciona a taxa do Pix?

A regra varia conforme o tipo de conta e o motivo da transação. O Banco Central separa o Pix de transferência (mandar dinheiro para alguém) do Pix de compra (pagar por um produto ou serviço), e a tarifa de compra só pode ser cobrada de quem recebe.

Tarifa do Pix para pessoas físicas (PF e MEI)

A gratuidade para pessoas físicas e MEIs é a base do sistema, mas a instituição pode cobrar quando a conta passa a receber como um negócio. A cobrança é permitida nestas situações:

·        fazer uma transferência por canal de atendimento presencial (na agência ou por telefone), quando o aplicativo do banco já oferece essa opção;

·        receber mais de 30 transações via Pix no mesmo mês (a cobrança pode começar a partir do 31º recebimento);

·        receber pagamentos por QR Code dinâmico, Pix por aproximação ou Pix Cobrança;

·        receber um Pix via QR Code (estático ou dinâmico) de um pagador que seja pessoa jurídica;

·        fazer mais de 8 Pix Saque ou Pix Troco no mês;

·        usar uma conta cadastrada exclusivamente para fins comerciais, conforme o contrato firmado com a instituição.

Tarifa do Pix para pessoas jurídicas (PJ)

Para as contas PJ (exceto MEI e EI), a liberdade das instituições é maior. A tarifa pode ser aplicada tanto para enviar quanto para receber o dinheiro de uma venda.

Quando a empresa envia dinheiro (transferência), a cobrança pode ocorrer ao:

·        transferir para pessoa física digitando os dados, usando a chave Pix ou um serviço de iniciação de pagamento;

·        transferir para outra pessoa jurídica digitando os dados ou usando a chave Pix.

Já quando a empresa recebe pagamentos (venda no balcão ou online), a tarifa é permitida quando:

·        o pagador é uma pessoa física, independentemente de como o Pix foi iniciado;

·        o pagador é uma pessoa jurídica que usou QR Code (estático ou dinâmico), aproximação, Pix Cobrança ou serviço de iniciação de pagamento;

·        o pagamento chega por Pix Automático.

As instituições também podem cobrar por serviços adicionais, como as APIs do Pix integradas à gestão da empresa. Para entender as opções de recebimento no CNPJ, saiba mais sobre Pix para empresas.

Qual o valor da tarifa do Pix?

A tarifa do Pix não é tabelada pelo Banco Central. Cada instituição define o próprio modelo de cobrança, que pode ser um valor fixo por transação ou um percentual sobre o valor recebido.

O que a regra exige é transparência. Pela Resolução BCB nº 19/2020 (art. 7º), o valor cobrado precisa aparecer no comprovante da transação, no extrato (inclusive no extrato anual de tarifas) e na tabela de tarifas publicada pela instituição no site e nos canais eletrônicos.

Exemplo: quanto a tarifa do Pix pesa no caixa

Imagine uma loja que recebe R$ 30 mil por mês em Pix por QR Code. 

Os percentuais abaixo são ilustrativos, só para mostrar o efeito no caixa; confira as tarifas reais da sua instituição.

Tarifa sobre o recebimentoCusto por mêsCusto por ano
0%R$ 0R$ 0
0,5%R$ 150R$ 1.800
1%R$ 300R$ 3.600

A diferença entre 0% e 1% paga, por exemplo, um mês de conta de luz de muita loja pequena. Vale colocar na ponta do lápis na hora de comparar as taxas de conta PJ.

Como saber se o seu banco cobra tarifa no Pix?

O jeito mais seguro é consultar a tabela de tarifas da instituição.

1.  Procure a tabela de tarifas no site ou no app e veja as linhas de Pix enviado e recebido.

2.  Confira no contrato da conta se ela foi aberta como conta comercial (no caso de PF).

3.  Olhe o extrato e os comprovantes: se houver cobrança, o valor precisa aparecer ali.

4.  Na dúvida, pergunte ao atendimento se há cobrança por QR Code dinâmico, aproximação e Pix Automático.

Como funciona a taxa do Pix na Stone?

Na Conta PJ Stone, o Pix feito pelo app é gratuito, e a transferência entre contas Stone também. Isso significa que a sua empresa pode:

·        receber pagamentos pelas suas chaves Pix sem pagar tarifa;

·        fazer transferências para fornecedores e parceiros sem custo adicional.

No balcão, quando o cliente paga lendo o QR Code na tela da maquininha ou encostando o celular (Pix por aproximação), existe uma taxa, personalizada conforme o perfil e o volume do seu negócio. As duas formas têm a mesma taxa, e o valor cai na conta na hora. Para entender a diferença, veja se o Pix tem taxa na maquininha e como gerar um QR Code do Pix.

Os outros serviços da conta também estão na tabela oficial: 

  • 20 TEDs grátis por mês (R$ 2,00 a partir da 21ª);
  • emissão de boleto sem custo com tarifa de R$ 1,99 só quando o cliente paga;
  • saque na rede Banco24Horas por R$ 6,50.
CTA sugerido: " Abra sua conta grátis" → https://www.stone.com.br/conta-pj?utm_source=blog&utm_medium=banner&utm_campaign=tarifa-do-pix

Tarifa do Pix e juros do Pix no crédito: qual a diferença?

Tarifa é o preço do serviço de transferir ou receber. Juros aparecem quando o Pix é pago com dinheiro emprestado, como no Pix no crédito (o antigo "Pix Parcelado"), no Pix com cartão de crédito ou usando o cheque especial.

Antes de contratar, compare o Custo Efetivo Total (CET), que soma juros, impostos e tarifas. Para quem recebe, nada muda: o dinheiro chega como um Pix comum. Entenda mais sobre o Pix parcelado.

Houve alguma mudança na tarifa do Pix em 2026?

Não. As regras de cobrança seguem as mesmas para contas de pessoa física e jurídica: as normas que tratam de tarifa (Resolução BCB nº 19/2020 e os arts. 87 a 87-D do Regulamento do Pix) não foram alteradas em 2026. Também não houve criação de imposto sobre o Pix.

O que mudou foram as formas de pagar e a segurança:

·        Pix por aproximação: a Resolução BCB nº 482/2025 regulamentou o pagamento encostando o celular e o classificou como finalidade de compra. Veja como aceitar Pix por aproximação.

·        Pix Automático: disponível desde 16/06/2025 para cobranças recorrentes, como mensalidades. É gratuito para quem paga e pode ter tarifa para a empresa que recebe. Saiba mais sobre o Pix Automático.

·        MED 2.0: a nova versão do Mecanismo Especial de Devolução, que rastreia o dinheiro em casos de golpe, passou a ser obrigatória em 02/02/2026 (Resolução BCB nº 493/2025). Entenda o MED do Pix.

Este conteúdo é uma forma de apoiar empreendedores na sua jornada. No entanto, cada estabelecimento é único e nem todas as dicas aqui podem se aplicar ao seu negócio.

Perguntas frequentes sobre a taxa do Pix

MEI paga taxa no Pix?

Para enviar Pix e receber transferências, não: o MEI tem as mesmas regras da pessoa física. A instituição pode cobrar quando o MEI recebe como venda, por QR Code dinâmico, aproximação, Pix Cobrança ou a partir do 31º recebimento no mês.

Quem recebe muito Pix paga taxa?

Na conta de pessoa física, a instituição pode cobrar a partir do 31º Pix recebido no mês ou se a conta for comercial por contrato. Para quem vende com frequência, a conta PJ costuma ser o caminho mais organizado.

Quais bancos cobram taxa no Pix?

Cada instituição decide se cobra e quanto cobra, principalmente das empresas. A regra obriga todas a publicar as tarifas e gratuidades no site, então a tabela de tarifas é o lugar certo para comparar.

Pix na maquininha tem taxa?

Normalmente, sim. O Pix pago no QR Code da maquininha ou por aproximação é uma venda, e a adquirente cobra uma taxa pelo serviço. Na Stone, essa taxa é personalizada e o dinheiro cai na conta na hora.

Pix Automático tem taxa?

Para quem paga, não: o Pix Automático é gratuito para a pessoa física. A empresa que recebe pode ter tarifa, conforme a tabela da instituição dela.

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Equipe Stone

Time de especialistas em negócios, finanças e empreendedorismo.

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