Fazer e receber um Pix virou um reflexo natural na rotina de quase todo brasileiro. O pagamento instantâneo encurtou distâncias: de acordo com o Banco Central, o volume alcançou a marca de R$ 35,4 trilhões em 2025, conectando consumidores e empresas em segundos.
Mas a gratuidade, que parece ser a regra absoluta, tem seus limites. As diretrizes do Banco Central permitem que as instituições financeiras cobrem tarifas em situações específicas de uso.
Saber exatamente como funciona a taxa do Pix é fundamental para não ter surpresas no extrato. Abaixo, confira quando a tarifa do Pix pode ser aplicada e como não perder o controle do seu dinheiro.
O Pix tem taxa?
Para quem usa a conta de pessoa física (PF), o Pix não tem taxa na maioria dos casos. Você pode transferir dinheiro, pagar boletos e fazer compras sem nenhum custo adicional. Apesar de boatos sobre o fim dessa isenção, o Banco Central mantém o serviço gratuito para o cidadão.
Mas a isenção não é absoluta. Existem exceções em que a cobrança na conta física é permitida, especialmente quando o uso passa a ter um perfil comercial intenso.
Já para quem opera com conta de pessoa jurídica (PJ), o Banco Central autoriza a cobrança. A decisão de cobrar ou não, assim como o valor da tarifa, fica a critério de cada instituição financeira.
Um ponto de atenção na hora de separar as regras: Microempreendedores Individuais (MEIs) e Empresários Individuais (EIs) têm os mesmos direitos de isenção das pessoas físicas. Outros formatos de negócio, como Sociedade Limitada (LTDA) e SLU (que substituiu a antiga Eireli), seguem as regras de cobrança PJ.
Como funciona a taxa do Pix?
A regra varia conforme a natureza da conta e o comportamento de quem usa. O que o Banco Central faz é separar o uso pessoal comum da atividade comercial estruturada.
Para facilitar o seu controle financeiro e evitar cobranças inesperadas, entenda os cenários em que a tarifa do Pix é autorizada.
Tarifa do Pix para pessoas físicas (PF e MEI)
A gratuidade para pessoas físicas e MEIs é a base do sistema, mas o radar do Banco Central identifica quando a conta começa a operar com um volume comercial.
O banco está autorizado a taxar o usuário pessoa física nas seguintes situações:
- realizar uma transferência via canal de atendimento presencial (na agência ou por telefone), quando o aplicativo do banco já oferece essa opção;
- receber mais de 30 transações via Pix no mesmo mês (a cobrança entra em cena a partir do 31º recebimento);
- receber pagamentos através de um QR Code Dinâmico;
- receber um Pix via QR Code (estático ou dinâmico) de um pagador que seja pessoa jurídica;
- usar uma conta cadastrada exclusivamente para fins comerciais, conforme o contrato firmado com a instituição financeira.
Tarifa do Pix para pessoas jurídicas (PJ)
Para as contas PJ (exceto MEI e EI), a liberdade das instituições financeiras é muito maior. A tarifa pode ser aplicada tanto para enviar quanto para receber recursos de uma venda.
Quando a empresa envia dinheiro (transferência), a cobrança pode ocorrer ao:
- transferir para pessoa física inserindo os dados manualmente, usando a chave Pix ou serviço de iniciação de pagamento;
- transferir para outra pessoa jurídica via inserção manual ou chave Pix.
Já quando a empresa recebe pagamentos (venda no balcão ou online), a taxa é permitida nas seguintes condições:
- o pagador é uma pessoa física (independentemente de como o Pix foi iniciado);
- o pagador é uma pessoa jurídica utilizando QR Code (estático ou dinâmico) ou serviço de iniciação de pagamento.
Além dessas transações, os bancos também têm permissão para cobrar por serviços adicionais e APIs do Pix integradas à gestão da empresa.
Pix tem taxa na maquininha? Entenda como funciona
Qual o valor da tarifa do Pix?
A taxa do Pix não é tabelada pelo Banco Central. Cada instituição financeira tem liberdade para definir o próprio modelo de cobrança, que pode ser um custo fixo por transação ou um percentual sobre o valor da venda.
A regra inegociável do sistema é a transparência. O cliente precisa receber um alerta claro sobre a cobrança antes de confirmar qualquer transferência. Depois de concluída, o valor exato descontado deve aparecer no extrato e no comprovante.
Houve alguma mudança na tarifa do Pix em 2026?
Não, as regras de cobrança seguem exatamente as mesmas para contas físicas e jurídicas. O que aconteceu foi um reforço do governo na proteção do consumidor e na transparência do varejo.
A Medida Provisória 1288/2025, implementada em janeiro, cravou que cobrar um valor extra do cliente apenas por ele escolher pagar no Pix é uma “prática abusiva”. A gratuidade para pessoas físicas no ato da compra está mais blindada do que nunca.
Para quem tem um negócio e usa conta PJ, o cenário continua sem surpresas. Não houve criação de novos impostos ou tarifas obrigatórias pelo Banco Central. As instituições mantêm a liberdade de cobrar pelo serviço empresarial.
Como funciona a taxa do Pix na Stone?
Para quem usa a Conta PJ Stone, o Pix entre contas é gratuito. Isso garante que a sua empresa possa:
- receber pagamentos pelas suas chaves Pix sem pagar nenhuma tarifa;
- realizar transferências para fornecedores e parceiros sem custos adicionais;
Já no balcão da sua loja, quando o cliente faz a leitura do QR Code gerado na tela da maquininha, existe uma taxa. Essa cobrança é acessível e personalizada conforme o perfil e o volume do seu negócio. E um detalhe que ajuda na rotina: transações de até R$ 1,00 via QR Code da maquininha são isentas de taxa.
Como gerar um QR Code do Pix? Passo a passo para receber
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