A autorização é a etapa em que o banco emissor do cartão confere os dados e o limite do cliente e aprova (ou recusa) a compra, em poucos segundos. A pré-autorização é uma autorização feita para ser cobrada depois: ela reserva um valor no limite do cartão, como uma caução, e o lojista só confirma a cobrança quando o serviço termina.
Essa reserva não dura para sempre. O prazo depende da bandeira e do tipo de negócio.
| Em resumo: a autorização é a aprovação da compra pelo emissor do cartão, que reserva o valor no limite do cliente até a captura (a cobrança de fato). Na venda comum, autorização e captura acontecem juntas. Na pré-autorização, o lojista reserva um valor, conclui o serviço e depois cobra o total, cobra uma parte ou cancela. Hotéis, locadoras, oficinas e negócios de aluguel usam o recurso para garantir o pagamento de diárias, danos ou consumo extra. |
O que é a autorização no cartão de crédito?
A autorização é a primeira operação no fluxo de uma transação por cartão de crédito. Ela consiste no envio da requisição de compra à instituição emissora do cartão, para validação dos dados do cartão utilizado e análise do limite de crédito disponível.
Em caso de falta de saldo disponível ou identificação de fraude, por exemplo, a transação é recusada.
Já se ela for autorizada, é realizada a reserva do saldo necessário junto ao emissor do cartão. No entanto, ainda não é efetivada nenhuma cobrança: esse processo é feito posteriormente, por meio da captura do valor reservado.
O que é o código de autorização?
O código de autorização é a sequência que o emissor devolve quando aprova a compra. Ele aparece no comprovante da maquininha, junto com outros identificadores da venda, e serve como prova de que aquela transação foi aprovada. Se o cliente questionar a compra ou você precisar cancelar uma venda, esse código ajuda a localizar a transação.
Como funciona na prática a autorização?
Para ficar mais claro como funciona o processo de autorização, imagine um consumidor que acessa uma loja virtual, coloca o produto desejado no carrinho e preenche as suas informações de pagamento.
Assim que o pedido de compra é finalizado pelo cliente, o meio de pagamento (que pode ser um PSP ou um gateway, por exemplo) é responsável por transmitir os dados da transação para a adquirente. A partir daí, o caminho é este:
1. A adquirente recebe os dados da venda (da maquininha, na loja física, ou do gateway, na loja virtual).
2. A bandeira encaminha o pedido para o emissor do cartão.
3. O emissor confere dados, limite e sinais de fraude e responde com aprovação ou recusa.
4. A resposta volta pelo mesmo caminho até a tela da maquininha ou do checkout.
A autorização e a captura podem ser realizadas de forma síncrona ou assíncrona. Na modalidade síncrona, assim que a transação é autorizada, a adquirente realiza automaticamente a cobrança do valor reservado no cartão do consumidor. É o que acontece na maioria das vendas no balcão.
No entanto, se for necessário um intervalo entre a autorização e a captura, também é possível realizar os processos de forma assíncrona. Isso é comum para lojas virtuais que verificam a disponibilidade do produto no estoque antes da cobrança da transação, por exemplo.
Outro exemplo são os apps de delivery, que realizam a autorização do valor referente ao total do pedido do cliente. Porém, se faltar algum item na hora de o entregador buscar os produtos, é feita a captura de um valor inferior, descontando os itens indisponíveis.
Enquanto a captura não é feita, o valor autorizado fica reservado no limite do cliente, dentro do prazo definido pela bandeira. O valor também pode ser liberado antes, com o cancelamento ou o estorno do pagamento; o tempo para o limite voltar a aparecer para o cliente depende do banco emissor.
Depois da captura, a venda entra na agenda de recebimentos do lojista. Numa venda parcelada, cada parcela cai na data dela, e dá para receber antes com a antecipação de recebíveis.
Quando uma autorização é recusada?
A autorização é recusada quando o emissor não consegue confirmar que a compra é segura e cabe no limite. Os motivos mais comuns são:
· limite insuficiente para o valor da compra;
· dados digitados errados (número, validade ou código de segurança) na venda online;
· cartão vencido, bloqueado ou cancelado;
· suspeita de fraude, como uma compra muito fora do padrão do cliente;
· instabilidade na comunicação entre maquininha, adquirente, bandeira ou emissor.
Na maioria dos casos, quem pode destravar é o cliente, falando com o banco dele. Quando o problema está na maquininha ou na conexão, o suporte da adquirente faz diferença: na Stone, o atendimento humano responde em até 5 segundos por telefone, e os Green Angels trocam a maquininha no seu balcão em poucos dias, se for preciso. Veja o que fazer em cada situação no guia sobre pagamento recusado.
O que é a pré-autorização?
Para alguns modelos de negócio, pode ser necessário manter o saldo da transação reservado por um período de tempo maior antes da captura do valor, como uma forma de garantia ou segurança. Nesses casos, pode ser solicitada a pré-autorização. Em vez de cobrar na hora, o lojista trava um valor no limite do cartão, como a caução do hotel ou da oficina, e decide depois quanto vai cobrar.
Esse processo é muito utilizado em reservas de hotéis, por exemplo. O site do hotel recebe uma reserva e solicita à adquirente que realize a pré-autorização. Assim, o valor da transação é reservado, mas a captura só é efetuada quando o cliente faz o check-in ou check-out no hotel.
Outro exemplo de uso da pré-autorização é no serviço de aluguel de carros. Muitas vezes, é realizada uma pré-autorização, que bloqueia temporariamente um determinado valor no limite do cartão de crédito do comprador.
Esse valor funciona como um seguro para a locadora, garantindo um saldo suficiente para cobrir eventuais prejuízos no carro. Caso o veículo seja devolvido sem danos, a locadora cancela a pré-autorização e o valor volta para o limite do cliente. Se ninguém cobrar nem cancelar, a reserva expira sozinha quando acaba o prazo da bandeira.
Autorização, pré-autorização e captura: qual a diferença?
A autorização aprova a compra, a captura efetiva a cobrança e a pré-autorização é o intervalo planejado entre as duas.
| Autorização (venda comum) | Pré-autorização | Captura | |
| O que faz | Aprova a compra e reserva o valor | Reserva um valor como garantia, por mais tempo | Efetiva a cobrança do valor reservado |
| Quando o cliente é cobrado | Na hora (a captura vem junto) | Só quando o lojista confirmar | No momento da captura |
| Valor final | Igual ao da compra | Igual ou menor que o reservado | Até o valor autorizado |
| Quem decide o momento | Automático | O lojista, dentro do prazo da bandeira | O lojista ou o sistema |
| Exemplo | Almoço pago na maquininha | Caução de hotel ou locadora | Check-out do hotel |
Quanto tempo dura uma pré-autorização?
A pré-autorização dura até o prazo definido pela bandeira do cartão, que varia conforme o segmento do negócio. Depois disso, a reserva expira e o valor deixa de poder ser capturado.
Na maquininha Stone, os prazos para capturar uma pré-autorização são estes:
| Bandeira | Prazo para cobrar na Stone |
| Mastercard, Elo e UnionPay | 30 dias |
| Visa: cruzeiros, hospedagem e aluguel de veículos | 29 dias corridos |
| Visa: aluguel de equipamentos, ferramentas, barcos, bicicletas, trajes, móveis, motorhomes e trailers | 9 dias corridos |
| Visa: demais segmentos | 4 dias corridos |
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Quais negócios usam a pré-autorização?
A pré-autorização serve para qualquer negócio que precisa de uma garantia antes de saber o valor final. Os exemplos mais comuns:
· Hotéis e pousadas: garantem a diária e o consumo do frigobar e cobram no check-out.
· Locadoras de veículos: reservam um valor para cobrir danos, multas ou combustível.
· Oficinas mecânicas: reservam o valor do orçamento antes de comprar as peças.
· Aluguel de equipamentos, trajes e ferramentas: garantem a devolução do item em bom estado.
· Eventos e buffets: seguram um valor de consumo ou de danos no espaço.
· Serviços com consumo variável: cobram só o que foi usado, até o valor reservado.
Quais as vantagens e os cuidados da pré-autorização para o lojista?
A principal vantagem é vender com garantia: o dinheiro para cobrir desistência, dano ou consumo extra já está reservado no limite do cliente. Ela também reduz o risco de contestação, porque o cliente vê a reserva antes e a cobrança final corresponde ao serviço prestado, o que ajuda a evitar o chargeback.
Os cuidados são simples, mas fazem diferença:
· explique ao cliente, antes de passar o cartão, que o valor fica reservado e quando vai ser cobrado ou liberado;
· reserve um valor coerente com o serviço, porque ele trava o limite do cliente;
· cobre ou cancele dentro do prazo da bandeira;
· cancele a reserva assim que souber que não vai usar, para o limite voltar ao cliente;
· guarde o comprovante, que traz os dados para localizar a transação depois.
Como funcionam a autorização e a pré-autorização na Stone?
Na Stone, o fluxo de autorização é o mesmo nas vendas pela maquininha e nos pagamentos online. E para os negócios que precisam dessa garantia extra, como os exemplos de hotelaria e locação de veículos, a Stone oferece a pré-autorização na maquininha.
Essa é uma ferramenta pensada para trazer mais segurança e controle para o seu dia a dia, permitindo que você reserve um valor do limite do cartão do cliente de forma simples e direta. Funciona assim:
· Instale o app: o aplicativo Pré-autorização está disponível nas maquininhas Stone mais recentes (em alguns modelos, já vem instalado);
· Reserve o valor: ao criar a pré-autorização, você define o valor e insere ou aproxima o cartão do cliente. O valor é bloqueado no limite do cartão dele, sem ser cobrado na hora;
· Cobre ou cancele depois: quando o serviço terminar, você confirma a cobrança pelo mesmo aplicativo, do valor total ou de um valor menor (nunca acima do reservado), ou cancela a pré-autorização e libera o limite do cliente.
A pré-autorização é uma das funções da maquininha Stone, que também aceita mais de 50 bandeiras no débito, no crédito e em vouchers, tem garantia vitalícia enquanto durar a parceria e suporte humano em até 5 segundos. As vendas caem na Conta PJ Stone, no mesmo extrato do Pix e do link de pagamento.
É uma solução prática para quem trabalha com reservas, agendamentos ou aluguéis, garantindo a cobertura de custos com cancelamentos, danos ou desistências. Se você já é cliente Stone, procure o aplicativo Pré-autorização na sua maquininha.
Este conteúdo é uma forma de apoiar empreendedores na sua jornada. No entanto, cada estabelecimento é único e nem todas as dicas aqui podem se aplicar ao seu negócio.
Perguntas frequentes sobre autorização e pré-autorização
Quanto tempo demora para liberar o limite depois de uma pré-autorização?
Quando o lojista cancela a pré-autorização, o limite volta no mesmo prazo de um cancelamento comum, que depende do banco emissor do cartão. Se ninguém cancelar, a reserva expira no fim do prazo da bandeira (até 30 dias em hotéis e locadoras, na Visa). Em caso de demora, o cliente deve falar com o banco emissor.
O que significa "pendente de autorização" na fatura?
Geralmente indica uma compra aprovada que ainda não foi confirmada (capturada) pelo estabelecimento, como numa pré-autorização. O valor fica reservado no limite até a cobrança ou o cancelamento.
Pré-autorização funciona no cartão de débito?
Na maquininha Stone, a pré-autorização usa o limite do cartão de crédito. Em geral, as instituições oferecem o recurso só na função crédito, porque no débito o dinheiro sairia da conta do cliente na hora.
Posso cobrar um valor maior do que o reservado?
Não. Na captura, o lojista pode cobrar o valor total ou um valor menor que o reservado, nunca acima dele. Se o serviço custar mais, a diferença precisa ser cobrada em uma nova venda.
O que acontece se o lojista não cobrar a pré-autorização no prazo?
A reserva expira, o valor volta para o limite do cliente e não pode mais ser capturado. Por isso vale acompanhar a data de vencimento de cada pré-autorização.





