Diante dos crescentes riscos do ambiente online, a criptografia de dados se tornou uma das maiores aliadas da segurança digital.
Segundo um levantamento da empresa de soluções de segurança Fortinet, o Brasil foi o segundo país da América Latina com o maior número de ataques cibernéticos em 2022.
No total, foram registradas mais de 103 bilhões de tentativas, um aumento de 16% em relação ao ano anterior. Dentre as principais ameaças virtuais, destaca-se o ransomware, um tipo de software malicioso que danifica ou rouba os dados do usuário.
A criptografia é uma solução que, por meio da codificação das informações, garante uma importante camada de proteção contra esse tipo de ameaça, garantindo a segurança de empresas e consumidores.
Mas como funciona essa tecnologia? E como ela contribui para a segurança da informação? Encontre as respostas para essas perguntas neste artigo!
O que é criptografia de dados?
A criptografia de dados é um mecanismo de segurança que codifica uma informação, de forma que somente o seu emissor e o seu receptor sejam capazes de compreendê-la. Desse modo, o seu conteúdo é preservado, mesmo que seja interceptado por terceiros.
Geralmente, são utilizados softwares de criptografia para realizar a codificação dos dados, sendo que, para decodificá-los e processá-los, é preciso ter acesso à chave criptográfica correta.
Essa técnica garante mais segurança no armazenamento e na transmissão de informações pessoais ou confidenciais, como dados bancários, senhas e arquivos corporativos.
Atualmente, os exemplos mais comuns de uso da criptografia no nosso cotidiano são em trocas de mensagens instantâneas e em pagamentos digitais.
Como funciona a criptografia de dados?
A criptografia funciona por meio de algoritmos que criam chaves criptográficas, ou seja, conjuntos de caracteres aleatórios organizados em uma ordem específica, que permitem codificar e decodificar as informações.
A chave substitui a informação original, que se encontra em um formato de texto simples e legível, por um texto cifrado que consiste em uma sequência ilegível de caracteres.
Esse texto cifrado somente pode ser decodificado, dando acesso ao conteúdo original do dado, pelo receptor que tiver a chave criptográfica correta. Dessa forma, quanto mais complexa for essa chave, maior a segurança do processo.
Há dois tipos de criptografia, dependendo se a mesma chave é utilizada para criptografar e descriptografar os dados ou não. Entenda as diferenças entre eles a seguir!
Criptografia simétrica
Na modalidade de criptografia simétrica, ou de chave privada, a mesma chave utilizada para codificar uma informação também é utilizada para decodificá-la.
Isso significa que o emissor deve compartilhar a chave com o receptor, e qualquer pessoa com acesso à chave pode utilizá-la. Esse é um processo ágil, mas não tão seguro, uma vez que o canal de compartilhamento da chave pode ser comprometido.
Esse tipo de criptografia é utilizado principalmente para a segurança de dados em repouso, ou seja, que estão armazenados em algum lugar, como um banco de dados ou disco rígido.
Criptografia assimétrica
Já a criptografia assimétrica demanda o uso de um par de chaves: uma pública para a codificação e outra privada para a decodificação dos dados.
A chave pública pode ser compartilhada com qualquer pessoa que deseje criptografar informações. Já a chave privada deve ser mantida em sigilo, sendo de acesso exclusivo do receptor para decodificar as mensagens recebidas.
Em outras palavras, qualquer um pode utilizar a chave pública para enviar uma mensagem criptografada. No entanto, apenas aquele com a chave privada é capaz de descriptografar um texto cifrado para acessar o seu conteúdo.
Trata-se de um tipo de criptografia mais complexo e seguro, muito utilizado para certificações digitais e assinaturas eletrônicas, por exemplo.
Quais são as principais aplicações da criptografia?
A criptografia de dados tem sido muito utilizada para garantir a proteção de informações pessoais e sigilosas contra ameaças virtuais, como roubos de dados e tentativas de fraudes.
Atualmente, a criptografia é empregada para garantir a segurança de diversos processos, como:
- armazenamento de arquivos, documentos e informações sensíveis, sejam pessoais ou corporativos, em dispositivos ou servidores;
- operações financeiras em aplicativos de instituições bancárias;
- comunicação em e-mails e aplicativos de mensagens instantâneas;
- login de usuários em sites, aplicativos e softwares;
- conexão a redes — o certificado SSL, por exemplo, garante que os dados fornecidos por um usuário em um site sejam enviados de forma criptografada ao servidor;
- pagamentos online — a criptografia permite que informações sensíveis do comprador, como dados de cartão de crédito, sejam processadas com segurança pelos meios de pagamento, protegendo as transações digitais;
- autenticação de informações, por meio de assinaturas digitais.
Conheça: O que é a certificação PCI Compliance (PCI DSS)
Qual a importância da criptografia de dados para as empresas?
A proteção de dados tem se tornado uma prioridade cada vez maior dentro das empresas, principalmente com a implementação de regulamentações como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).
Nesse contexto, a criptografia é um importante mecanismo para aumentar a segurança digital nas corporações, ajudando a garantir a confidencialidade e integridade dos dados do negócio e dos seus clientes.
Em resumo, implementar mecanismos de criptografia de dados em uma empresa permite:
- evitar roubos e vazamentos de dados dos consumidores;
- manter a integridade e o sigilo de informações e processos corporativos;
- proteger a propriedade intelectual da empresa;
- cumprir com regulamentações nacionais e internacionais de uso e armazenamento de dados;
- transmitir mais segurança e confiança para os clientes.
Sendo assim, a criptografia de dados é uma solução extremamente importante para garantir a segurança digital das organizações.
Além de implementá-la nos processos da sua operação, vale priorizar soluções que também contem com tecnologias de criptografia.
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