Empreendedora no balcão da sua ótica

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Empreendedorismo feminino: qual o cenário de ser dona do próprio negócio no Brasil?

Entenda o que define o empreendedorismo feminino, a sua força no país e como tirar sua ideia do papel.

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O Brasil tem hoje 10,4 milhões de mulheres donas do próprio negócio, segundo um estudo do Data Sebrae do fim de 2024. É um recorde, e você talvez seja uma delas ou esteja pensando em se tornar uma.

Mas, afinal, o que é empreendedorismo feminino? Não é só sobre ter um CNPJ no nome de uma mulher. É sobre a jornada de construir um negócio em um cenário com desafios muito específicos.

Neste artigo, você vai entender o que é o empreendedorismo feminino, qual a sua importância e quais os desafios e tendências que os dados mostram.

O que é empreendedorismo feminino?

O empreendedorismo feminino se refere à jornada de negócios liderados por mulheres, considerando todo o contexto e os desafios específicos que elas enfrentam.

Estamos falando de um cenário onde, segundo o Data Sebrae, 52% das mulheres donas de negócio são chefes de domicílio.

Elas não estão apenas gerenciando o negócio; elas estão, muitas vezes, equilibrando pratos que vão da gestão do fluxo de caixa ao cuidado da casa e da família — a famosa jornada dupla.

Resumindo: empreendedorismo feminino é sobre a mulher que cria e lidera, mas também sobre como ela faz isso e as barreiras que ela precisa derrubar no caminho.

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Qual a importância do empreendedorismo feminino?

Quando 10,4 milhões de mulheres empreendem, elas não estão mudando apenas a própria vida. O impacto é gigantesco por alguns motivos claros:

  1. Movimenta a economia: mais negócios ativos significam mais dinheiro circulando, mais inovação e mais empregos gerados;
  2. Reduz a desigualdade de gênero: ser dona do próprio negócio dá à mulher autonomia financeira. Isso dá a ela poder de decisão sobre a própria vida e carreira, ajudando a diminuir a lacuna salarial e a dependência financeira;
  3. Gera mais empregos femininos: negócios liderados por mulheres tendem a contratar mais mulheres. Isso cria um ciclo positivo, abrindo portas que talvez estivessem fechadas em outros setores;
  4. Traz novas soluções: empreendedoras mulheres identificam problemas e oportunidades únicas, criando produtos e serviços que atendem a demandas específicas (muitas delas voltadas para o público feminino).

Qual o cenário do empreendedorismo feminino no Brasil?

Os números ajudam a entender quem é essa mulher empreendedora e o que mudou na última década. O estudo do Data Sebrae do 4º trimestre de 2024 traz um retrato claro:

  • Representatividade: as mulheres já representam 34,2% de todos os donos de negócio no país (10,4 milhões de um total de 30,4 milhões);
  • Diversidade: hoje, 50,4% das mulheres donas de negócio se autodeclaram negras, uma proporção próxima das empreendedoras brancas (48,2%);
  • Escolaridade: de 2014 a 2024, o percentual de donas de negócio com ensino superior (incompleto ou mais) saltou de 20,9% para 34,5%. No total, 72,4% das empreendedoras têm ensino médio completo ou mais;
  • Chefes de família: como vimos, mais da metade (52%) das mulheres donas de negócio são as principais responsáveis pela renda de suas casas;
  • Jornada de trabalho: a dedicação ao negócio se mantém estável ao longo dos anos, com uma média de 35 horas semanais de trabalho;
  • Faixa etária: quase metade das donas de negócio (52%) têm entre 30 e 49 anos;
  • Diferença de rendimento: o rendimento médio mensal das mulheres donas de negócio (R$ 2.867,00) ainda é menor que o dos homens (R$ 3.793,20), mesmo com o aumento da escolaridade delas.

Quais os principais desafios do empreendedorismo feminino?

Apesar dos recordes de mulheres empreendendo, os desafios continuam bem claros, e os dados não mentem. Uma pesquisa do Sebrae de 2023 sobre o tema mostrou que a jornada da mulher é diferente da do homem:

  • Sobrecarga com a família: 76% das mulheres sentem sobrecarga ao tentar equilibrar os cuidados com a família e a empresa (contra 55% dos homens);
  • Tempo para si mesma: 61% das mulheres já deixaram de fazer algo para si mesmas para cuidar de familiares (contra 48% dos homens).
  • Peso das tarefas domésticas: as mulheres dedicam, em média, 2,9 horas por dia a afazeres domésticos, enquanto os homens dedicam 1,5 horas. No cuidado com a família, a diferença também é grande: 3,1 horas para elas contra 1,6 horas para eles;
  • Influência da maternidade: a maternidade influencia fortemente a decisão de empreender para 68% das mulheres, muitas vezes pela busca por flexibilidade que não encontram na CLT;
  • Preconceito de gênero: cerca de 1 em cada 4 mulheres empreendedoras já sofreu preconceito de gênero no mundo dos negócios. Além disso, 42% já viram outra mulher passar por isso.

Quando é o Dia do Empreendedorismo Feminino?

O Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino é comemorado em 19 de novembro.

A data foi criada em 2014 pela Organização das Nações Unidas (ONU) como um esforço global para apoiar e celebrar as mulheres empreendedoras.

Mais do que uma data comemorativa, o dia tem como principais objetivos dar visibilidade para os negócios liderados por mulheres, mostrando a força que elas têm na economia, e debater os desafios enfrentados por elas, de forma a diminuir as barreiras.

Como começar a empreender?

Se você está pensando em se juntar aos 10,4 milhões de mulheres empreendedoras, o caminho começa com organização. Não existe fórmula mágica, mas alguns passos são essenciais.

Confira a seguir algumas estratégias para começar a empreender com sucesso e assista também ao vídeo abaixo para ver uma dica de Amanda Loiola, empreendedora da Tangerine Óculos, para as mulheres que querem abrir seu próprio negócio.

1. Comece pelo básico

Você não precisa fazer um plano de negócios de 50 páginas, mas é essencial responder algumas perguntas importantes: o que você vende? Para quem você vende? Quanto custa? Qual seu diferencial?

Colocar esses pontos no papel (ou na planilha) é o primeiro passo para ter clareza sobre o seu negócio.

2. Estude sobre finanças

Esse é um passo vital para garantir a saúde e o crescimento do seu negócio. Separe o dinheiro da empresa do seu dinheiro pessoal desde o primeiro dia (mesmo que seja só uma conta digital PJ separada).

Além disso, mapeie e acompanhe seus custos fixos e variáveis para entender quanto você precisa vender para gerar lucro.

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3. Crie sua rede de apoio

Lembre-se dos desafios da jornada dupla. Empreender pode ser solitário. Por isso, conecte-se com outras mulheres empreendedoras, participe de grupos, troque figurinhas. Uma rede forte ajuda a encontrar fornecedores, clientes e apoio emocional.

4. Formalize-se

Começar como MEI (Microempreendedor Individual) é simples, rápido e te dá um CNPJ. Isso traz seriedade para o negócio, permite emitir nota fiscal e dá acesso a benefícios como auxílio-maternidade.

Como tirar CNPJ? Passo a passo para formalizar sua empresa

5. Use a tecnologia como aliada

Você não precisa fazer tudo manualmente. Use ferramentas de gestão, maquininhas de cartão que se integram com seu controle de estoque e soluções que facilitem seu dia a dia.

Deu para ver que o empreendedorismo feminino vai muito além de um CNPJ. É uma força que movimenta a economia e muda o país. Ser parte dessas 10,4 milhões de mulheres é, acima de tudo, um ato de resistência e de transformação.

Quer se inspirar em uma história real de quem está fazendo acontecer? Confira o caso de sucesso da Tangerine, a marca de de duas irmãs que superaram o medo de empreender para criar uma ótica autoral de sucesso com identidade única.

Como a Stone pode ajudar o seu negócio?

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Este conteúdo é uma forma de apoiar empreendedores na sua jornada. No entanto, cada estabelecimento é único e nem todas as dicas aqui podem se aplicar ao seu negócio.

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