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Gestão de estoque: o que é e como evitar faltas no seu negócio? 

Descubra o que é gestão de estoque e veja o passo a passo prático para organizar suas mercadorias, evitar rupturas e destravar o caixa do negócio.

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Prateleira cheia não garante dinheiro em conta. Se o produto não gira, seu capital fica travado. Nesse cenário, o desafio real de quem vive o balcão é equilibrar as compras para não sobrar mercadoria encalhada e, principalmente, não faltar o que o cliente procura.

Segundo o estudo E-commerce Quality Index 2024, da Lett, o índice de indisponibilidade de produtos no varejo chega a bater a marca de 30%. Na prática, o comprador chega pronto para pagar, mas a venda escapa porque o item esgotou sem ninguém perceber.

Entender na prática o que é gestão de estoque é a principal saída para estancar essa perda. Veja a seguir como assumir o controle do que entra e sai da sua loja, protegendo a sua margem de lucro de ponta a ponta.

O que é gestão de estoque?

A gestão de estoque é o processo contínuo de planejar, organizar e controlar o fluxo de mercadorias de uma empresa. Na prática, significa registrar e acompanhar rigorosamente tudo o que entra, sai ou fica armazenado, garantindo que o negócio opere sem sobras excessivas ou falta de produtos.

Isso vai muito além de contar caixas no fundo da loja. O seu estoque é, literalmente, o seu dinheiro transformado em mercadoria.

Se você compra um lote de itens e eles não vendem, é o seu capital de giro que está ali, travado nas prateleiras, em vez de estar rendendo na conta da empresa ou pagando fornecedores. Controlar esse fluxo é a diferença entre operar com lucro ou sufocar o próprio caixa.

Qual a importância da gestão de estoque para a empresa?

Fazer uma boa gestão é encontrar o equilíbrio exato da sua operação. O empreendedor que não domina esses números trabalha no escuro e acaba sofrendo com dois extremos perigosos para a saúde financeira do negócio:

  • Excesso de estoque: é o cenário de imobilização de dinheiro, onde a mercadoria parada ocupa espaço físico, corre o risco de passar da validade ou sair de moda e, o pior de tudo, consome o caixa que você poderia usar para expandir a operação;
  • Ruptura de estoque: é o momento em que o cliente entra pronto para comprar, mas escuta que o item acabou, gerando perda imediata da venda e quebra na confiança do consumidor.

Para evitar esses cenários, você não precisa de sistemas caros ou complexos no primeiro dia. Compreender a lógica de entrada e saída, e manter a disciplina de registrar cada movimentação, já muda o rumo dos seus resultados.

O objetivo é claro: ter o produto certo, na hora certa, sem enforcar o seu orçamento.

Quais são os principais métodos de gestão de estoque?

Você não precisa reinventar a roda para organizar as suas prateleiras. O mercado já testou e validou métodos que ajudam a classificar o que deve ser vendido primeiro e o que merece mais atenção do seu caixa.

A escolha do método ideal depende do seu tipo de negócio. Conheça os principais formatos adotados pelo varejo:

1. PEPS (Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair)

O método PEPS é uma regra de ouro para quem trabalha com produtos perecíveis, como alimentos, cosméticos ou itens com forte apelo de tendência. A lógica é simples: o lote mais antigo que chegou na loja deve ser o primeiro a ser vendido.

Isso garante que a mercadoria não vença no seu armazém. Na prática, significa organizar as gôndolas colocando os produtos com validade mais próxima na frente, facilitando o acesso do cliente e forçando o giro daquele lote.

2. UEPS (Último a Entrar, Primeiro a Sair)

O método UEPS é o exato oposto do PEPS. Aqui, a última mercadoria que entra no armazém é a primeira que deve ser vendida.

Essa técnica costuma ser utilizada para equilibrar o caixa quando a loja trabalha com itens que não perdem a validade (como materiais de construção, peças de reposição e eletrônicos) e sofrem fortes variações de preço.

Contudo, é importante ressaltar que o UEPS não é permitido para fins contábeis de imposto de renda no Brasil, servindo apenas como uma ferramenta interna de controle gerencial de custos.

3. Curva ABC

A Curva ABC é o método focado em classificar o seu estoque pelo nível de importância financeira. Ela parte do princípio de que nem todo produto gera o mesmo impacto no seu lucro. A divisão funciona assim:

  • Itens A: são os produtos de alto valor ou altíssimo giro, que trazem o maior faturamento para a loja e nunca podem faltar;
  • Itens B: mercadorias de importância intermediária, que mantêm as vendas constantes, mas não são as estrelas do negócio;
  • Itens C: produtos de baixo giro e menor margem, que compõem o catálogo, mas exigem compras em menor volume.

Ao usar a Curva ABC, você concentra o seu capital e o seu esforço de negociação com fornecedores para garantir que os itens do grupo A fiquem protegidos contra rupturas.

4. Estoque de segurança (estoque mínimo)

O estoque de segurança é a sua margem de proteção contra imprevistos. Trata-se da quantidade mínima que você precisa ter guardada para cobrir atrasos de fornecedores ou picos de venda inesperados.

Para calcular esse volume, você avalia o tempo que o fornecedor demora para entregar um novo pedido e a média de itens que você vende por dia. O objetivo é manter a loja operando normalmente, sem frustrar o cliente, até que o caminhão com a reposição chegue.

5. Just in Time (JIT)

O conceito Just in Time (na hora certa, em português) busca reduzir os níveis de estoque ao mínimo possível, comprando mercadorias apenas quando há uma demanda clara e imediata.

Esse método exige um nível altíssimo de sintonia com fornecedores muito ágeis e confiáveis. É excelente para liberar espaço físico e capital de giro, mas carrega o risco de deixar o balcão vazio se a logística falhar.

6. Ponto de Pedido

O Ponto de Pedido é a técnica que define o momento exato em que você precisa acionar o fornecedor para uma nova compra. A ideia é fazer o pedido antes que a mercadoria atual acabe, garantindo que a nova carga chegue antes de você precisar usar o seu estoque de segurança.

Para calcular esse momento, você cruza o volume de vendas diárias com o tempo que o parceiro comercial leva para entregar a encomenda. Assim, você compra com previsibilidade e evita compras feitas no desespero.

Como fazer a gestão de estoque na prática?

Na correria do balcão, a teoria só funciona se virar rotina. O segredo para evitar faltas e não imobilizar o seu dinheiro é seguir um processo lógico de organização e acompanhamento diário.

Veja as etapas essenciais para manter o controle sem perder tempo:

1. Organize as mercadorias por categorias e SKUs

Antes de calcular quantidades, você precisa saber exatamente o que tem na loja. O SKU (Stock Keeping Unit) é um código único para cada variação de produto, como cor, tamanho e modelo.

Padronizar esses códigos evita que uma camiseta azul tamanho M seja vendida no sistema como se fosse a preta tamanho G, furando o seu controle.

2. Mapeie o tempo de entrega dos fornecedores

De nada adianta saber quando comprar se o parceiro comercial demora para entregar. Avalie quantos dias cada fornecedor leva para descarregar a mercadoria na sua porta após a aprovação do pedido. O prazo deles dita o ritmo da sua reposição.

3. Defina o estoque mínimo (ponto de pedido)

Configure o alarme da sua loja. Estabeleça a quantidade mínima que precisa ficar guardada para garantir as vendas enquanto o novo lote não chega. Atingiu esse número, é hora de acionar o fornecedor sem desespero.

4. Calcule a margem do estoque de segurança

Imprevistos fazem parte da operação. Se o caminhão quebrar ou a demanda disparar do nada, é essa reserva extra que protege as suas vendas. Ter essa margem impede o balcão vazio e garante que o cliente não vá para a concorrência.

5. Estabeleça o limite do estoque máximo

Defina o teto do seu espaço físico e do seu fluxo de caixa. Respeitar esse limite do estoque máximo impede que você compre por impulso, aproveitando falsas promoções, e acabe sem dinheiro para rodar as outras áreas do negócio.

6. Registre rigorosamente as entradas e saídas

A desorganização começa quando um produto é vendido ou chega na doca e ninguém anota. Crie a cultura com a sua equipe de dar baixa imediata em cada movimentação, seja na planilha ou no sistema de frente de caixa (PDV).

7. Realize contagens físicas periodicamente

Faça a prova real contra os gargalos. Realizar o inventário frequentemente ajuda a identificar divergências entre o sistema e a prateleira, barrando validades vencidas e furtos antes que virem um rombo no fechamento do mês.

O estoque não é só o produto: a importância dos insumos e equipamentos

Quando pensamos em falta de estoque, é comum lembrar apenas das mercadorias da prateleira. No entanto, a falta de insumos operacionais paralisa as vendas da mesma maneira.

Pense no seu dia a dia:

  • O que fazer quando a prateleira está cheia mas o papel de embalagem acabou?
  • O que acontece quando a máquina de cartão fica sem papel ou apresenta alguma falha técnica no horário de pico?

A ruptura técnica e de insumos interrompe o fluxo de pagamentos, gera filas e causa desconforto no balcão. Por isso, ao fazer o seu controle de estoque, inclua também bobinas, embalagens e equipamentos.

Como a Stone pode ajudar a sua gestão de estoque?

Gerenciar mercadorias exige tempo e atenção do empreendedor. Por isso, contar com parceiros que garantem a reposição ágil dos insumos no balcão e facilitam a rotina do negócio faz toda a diferença.

Pensando em evitar qualquer parada no seu faturamento e dar mais eficiência à sua operação, a Stone oferece soluções completas:

  • Envio rápido de bobinas sem custo adicional: acabou o papel no meio do expediente? Você pode solicitar novas bobinas de forma simples pelo aplicativo ou atendimento via telefone, chat ou WhatsApp. Saiba como trocar a bobina da maquininha Stone em poucos passos;
  • Manutenção e troca ágil da maquininha: se o seu equipamento apresentar qualquer falha técnica, o suporte logístico faz a substituição rápida para garantir que seu balcão continue vendendo sem interrupções. Veja como solicitar a troca da maquininha Stone;
  • Gestão financeira e de vendas integrada: além de ter a maquininha ideal no balcão, você pode concentrar o fluxo de caixa na sua Conta PJ e organizar as métricas do seu negócio com a solução de minhas finanças.

Seja se preparando para lidar com o estoque sazonal em datas comemorativas ou integrando canais de vendas com a estratégia de prateleira infinita, a Stone apoia a logística e a gestão da sua empresa para que você nunca perca uma oportunidade de venda.

Abra sua Conta PJ e conte com o banco para quem empreende.

Este conteúdo é uma forma de apoiar empreendedores na sua jornada. No entanto, cada estabelecimento é único e nem todas as dicas aqui podem se aplicar ao seu negócio.

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