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Plano de negócio para restaurantes: um guia com exemplos 

Confira 10 elementos essenciais que precisam ser detalhado no planejamento do seu negócio.

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A falta de planejamento pode custar caro para quem está pensando em abrir um restaurante. Você sabia que cerca de 26% dos restaurantes fracassam um ano após a abertura? Não ter um plano de negócios bem definido é uma das principais razões que contribuem para o fechamento desses estabelecimentos.

Se você pensa em começar um restaurante do zero e quer estar do lado certo dessa estatística, tenha em mente que, antes de qualquer passo, é preciso criar um plano de negócios. 

Abrir as portas de um restaurante sem ter feito um plano de negócios é como navegar em mar aberto sem uma bússola. Você pode ter muitas ideias, tudo arquitetado na sua cabeça, mas ainda assim se perder no caminho. É preciso formalizar qual a sua ideia, sua visão, seus objetivos e como você pretende transformar o sonho do seu restaurante em realidade (e dinheiro).

Para que serve um plano de negócios?

Um plano de negócios detalhado é uma ferramenta para ajudar a abrir e administrar um restaurante de forma organizada e sistemática. Ele é um guia para navegar em cada etapa do lançamento e gestão do seu negócio. De forma resumida, você precisa de um plano de negócios para o seu restaurante por algumas razões:

Planejamento operacional e financeiro: o plano de negócios é como um mapa que orienta para o sucesso do seu restaurante. Ele pode ajudar, por exemplo, a determinar como você se destacará da concorrência e servirá como um  guia para para as suas escolhas: do que será servido a quanto precisará gastar, criando uma visão realista para o futuro do restaurante.

Antecipar e prever problemas: escrever o plano de negócios pode revelar também possíveis desafios antes mesmo de abrir o restaurante, para que você possa evitar algumas catástrofes e estar melhor preparado para outras.. 

Ajuda a captar investidores: se você está procurando investimentos para o seu restaurante, um plano de negócios é crucial. Nenhum investidor topará alocar tempo, dinheiro e esforço sem um detalhamento do projeto. Muitos bancos, inclusive, solicitam esse planejamento na hora de realizar empréstimos ou financiamentos. 

Abaixo, confira dez elementos-chave que precisam ser detalhados no seu plano de negócios.

1. Resumo/sumário executivo 

Não deve ser visto apenas como uma introdução, mas como um breve resumo de todo o plano. O principal objetivo desta parte é atrair a atenção do leitor – que geralmente são seus investidores ou parceiros de negócios. Alguns elementos que devem aparecer no resumo, de forma concisa e compreensível: nome do restaurante, tipo de cozinha, missão, diferencial em relação à concorrência, uma breve previsão dos custos, como você executará seus planos e qual o retorno do investimento esperado.

2. Descrição do restaurante

Como o nome já diz, esta é a etapa para descrever detalhadamente o seu restaurante. Nome, localização, contatos, tipo de restaurante, decoração, música/som são pontos que devem estar aqui. Qual o conceito/tema do negócio? É fast-food, rodízio, buffet a quilo, menu degustação? A cozinha será italiana, japonesa, chinesa, brasileira? Se for uma hamburgueria, será gourmet ou daquelas mais tradicionais, no estilo lanchonete de bairro? Detalhe também informações sobre o(s) proprietário(s) do negócio: histórico, experiências de trabalho, conquistas.  Se o chef, bartender, sommelier ou outro membro da equipe for alguém conhecido no mercado gastronômico, é importante destacar aqui para gerar ainda mais valor. 

3. Análise do mercado

Estude os modelos de negócio disponíveis no mercado, fornecedores, estratégias de vendas, precificação e trace o perfil do seu público-alvo. Qual é a demografia da região? Quem serão seus clientes recorrentes (idade, gênero, poder aquisitivo)? Do que eles gostam? O que buscam em um restaurante? É preciso entender o perfil dessas pessoas que você quer atrair. 

A análise da concorrência também precisa ser incluída nesta seção. Mencione quais são os restaurantes conhecidos na sua região, quais deles serão seus concorrentes diretos, se são bem sucedidos, quanto cobram pelos pratos, quais métodos de pagamento são aceitos nos locais… E questione-se: Por que seus clientes devem escolher seu restaurante em vez dos outros? Como você irá se destacar da concorrência? Qual será o seu diferencial? Lembre-se: oferecer um bom serviço e uma boa comida não é um diferencial, e sim um pré-requisito para quem atua no Food Service. 

Já em relação ao nicho/segmento, é importante responder a algumas perguntas como: qual é a especialidade do seu restaurante (hamburgueria, sorveteria, comida japonesa..)? As pessoas já se interessam por essa culinária? Qual é a demanda existente no mercado? Quais ofertas diferenciadas você tem para o seu público? Essas são informações importantes também para os seus investidores. 

4. Cardápio do restaurante

Um cardápio bem elaborado pode potencializar as vendas do seu restaurante. A primeira versão dificilmente será perfeita,  mas é importante ter um menu básico. Se você for priorizar, por exemplo, produtores locais, é interessante deixar isso claro no cardápio. Se for utilizar algum tipo de insumo específico que vale ser mencionado, aqui é o lugar certo. Não esqueça que hoje em dia é cada vez mais comum pessoas adeptas de alimentações mais restritas (sem glúten, lactose, vegetarianismo, veganismo..). Você vai incluir opções para esse público no seu menu? Isto é outro ponto importante a considerar aqui.

Quer se inspirar? Conheça abaixo a história do Eduardo e da Sabores da Sopa – um rodízio de sopas em Roraima.

5. Equipe/funcionários do restaurante

Escreva sobre a equipe que será responsável por fazer seu negócio rodar no dia a dia – desde a gestão administrativa até a cozinha. Qual será o tamanho dela? Quem fará exatamente o que? Provavelmente, no início do negócio, a equipe ainda não estará completa e nem redonda (o ramo de serviços alimentícios tem uma taxa de turnover bem alta), mas é importante trazer detalhes, nesta seção, sobre membros importantes para o funcionamento do negócio, ressaltando sua experiência de trabalho e realizações anteriores. 

6. Localização/ponto

Você pode até servir uma comida maravilhosa e ter um atendimento impecável, mas se o ponto do seu negócio não for estratégico, provavelmente ele sofrerá com o fluxo de pessoas. Não adianta, por exemplo, montar um restaurante super refinado em uma região onde o poder aquisitivo das pessoas é baixo. Por isso é muito importante, antes de escolher o local, fazer uma análise de mercado e conhecer a demografia de seus clientes.

Certifique-se que a localização seja adequada para seu público-alvo e, nesta seção, responda a pergunta “por que este local é perfeito para o restaurante”? E não se esqueça de dois pontos chaves na hora de analisar a localização: acessibilidade e negócios complementares. A presença de farmácias, mercados, lojas e empresas por perto pode ser um bom indicativo em relação ao movimento de pessoas na região.

7. Design/arquitetura

 Se você quer oferecer uma boa experiência para os seus clientes, não deixe de pensar no ambiente e na parte estética do seu restaurante. A arquitetura e o design do local dependem do tipo de negócio e do público que irá frequentá-lo. O tema de um restaurante de fast-food é muito diferente do design de um restaurante fine dining. Se o seu negócio é italiano, por exemplo, pode conter elementos visuais que remetem ao país, no estilo das tradicionais cantinas italianas. Lembre-se: a estética é importante, mas a funcionalidade do design é ainda mais. 

8. Plano de marketing

É praticamente impossível um restaurante crescer e ser bem-sucedido sem estratégias de marketing por trás. Por melhor que seja o seu serviço e comida, se as pessoas não souberem que o restaurante existe, de nada adiantará. Tenha em mente algumas questões: como você vai atrair pessoas para o seu restaurante? Qual será a divulgação? Como será a presença nas redes sociais? Vai existir outro tipo de propaganda/publicidade? Campanha offline? Métodos de marketing digital como Facebook Ads, Google Business e Google Ads são ótimos exemplos de como fazer com que seu restaurante seja conhecido, sobretudo na fase inicial. 

9. Plano operacional

  Aqui é a hora de definir tudo que o seu restaurante precisará para funcionar de forma eficiente depois de abrir as portas. O processo de operação de um restaurante é complexo e envolve uma série de etapas que vão desde o recrutamento de funcionários até o uso de certas tecnologias e ferramentas para facilitar o dia a dia do seu negócio. Qual será a equipe necessária no salão e na cozinha? Quais equipamentos e recursos não podem faltar? Quanto tempo será gasto, em média, para preparar cada prato do cardápio? Qual será o horário de funcionamento do restaurante? Seu negócio terá operação delivery? Essas questões precisam ser respondidas em relação à parte operacional.  

10. Análise financeira

Essa é provavelmente a parte mais importante do seu plano de negócios. Coloque todas as contas no papel para não correr o risco de se perder em dívidas e comprometer o funcionamento do seu restaurante. Se tiver recursos financeiros, é recomendado contratar um profissional de contabilidade para ajudá-lo nesta seção e, assim, fornecer uma estimativa mais realista do cenário. No plano financeiro é importante constar, por exemplo, quantos lugares têm disponíveis no seu restaurante, qual o ticket médio esperado por cliente, quantas pessoas você imagina atender por dia, custos fixos e variáveis, etc.. 

Outros pontos que precisam ser detalhados nesta seção:

Previsão de vendas: informe uma estimativa realista das vendas semanais, mensais e anuais. Para isso, você pode considerar fatores como a capacidade do restaurante, opções de entrega, orçamento/investimento de marketing, crescimento esperado, localização e preços dos pratos (CMV).

Investimento inicial: você precisa ter em mente qual o custo total estimado para abrir o restaurante – qualquer investidor quer saber onde seu dinheiro será gasto. Além disso, fazer uma estimativa de custo ajudará seu restaurante a operar dentro do orçamento. Identifique as maiores despesas do negócio, os custos fixos e variáveis e o capital necessário para o estabelecimento funcionar. E não esqueça que, nas primeiras semanas/meses, provavelmente não entrará tanto dinheiro, então é preciso ter uma reserva emergencial para conseguir dar conta de pagar aluguel, folha de funcionários, fornecedores e não comprometer tanto o fluxo de caixa.

Previsão de lucros e perdas: quanto você estima que será o lucro e o prejuízo do seu negócio no primeiro ano? Faça algumas análises de cenários e tente chegar nesses números. Esta é uma informação fundamental em qualquer plano de negócio. 

Análise do ponto de equilíbrio: de forma simples, é o momento em que seu restaurante “se paga” e começa a se tornar lucrativo. É quando o negócio quitar todos os empréstimos, investimentos e custos iniciais. É uma métrica muito valiosa para seus investidores e parceiros de negócios.

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Este conteúdo é uma forma de apoiar empreendedores na sua jornada. No entanto, cada estabelecimento é único e nem todas as dicas aqui podem se aplicar ao seu negócio

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