Mulher participando de curso online

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11 produtos digitais mais vendidos para lucrar em 2026

Descubra quais são os infoprodutos em alta e como aproveitar esse mercado para diversificar a renda do seu negócio.

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Se você quer criar uma nova fonte de receita para o seu negócio sem gastar com estoque físico ou dor de cabeça com frete, os produtos digitais podem ser uma rota estratégica.

Um estudo de 2024 da FGV, apoiado pela Hotmart, revelou que a venda de infoprodutos já é a principal fonte de renda de 42% dos criadores no Brasil, com um crescimento de 30% nas ocupações do setor em um ano.

Para te ajudar a entrar nesse mercado, confira a lista dos produtos digitais mais vendidos e descubra como começar a vender na prática.

O que são produtos digitais?

Os produtos digitais, ou infoprodutos, são materiais produzidos em formato digital e distribuídos exclusivamente pela internet, como e-books, cursos online, planilhas e mentorias.

O objetivo principal é entregar conhecimento, resolver um problema específico ou ensinar uma habilidade nova para quem compra.

A grande vantagem para quem vende é que a produção acontece apenas uma vez. Você cria o material, hospeda em uma plataforma e pode vender milhares de cópias sem precisar fabricar, estocar ou despachar mercadorias pelos Correios.

Quais são os produtos digitais mais vendidos?

Para te ajudar a mapear as tendências, listamos os produtos digitais mais vendidos, com base no comportamento real de consumo apontado pela CNDL/SPC Brasil e no movimento atual do mercado.

Confira o que está em alta e avalie qual formato se encaixa melhor no seu negócio.

1. Serviços de streaming

Essa é a categoria de produtos digitais mais presente no dia a dia, impulsionada por gigantes como Netflix e Spotify.

Os números confirmam a força desse mercado: entre os consumidores que compraram algum infoproduto recentemente, 31,5% assinaram serviços de filmes e séries, e 14,8% pagaram por streaming de música, segundo a CNDL/SPC Brasil.

Para o pequeno empreendedor, a oportunidade aqui pode estar em formatos menores, como clubes de assinatura de conteúdo exclusivo.

2. Cursos online

Ensinar o que você faz de melhor pode ser muito rentável. Os cursos online são o segundo infoproduto mais vendido, escolhido por 17,4% dos compradores.

As áreas de ensino (acadêmico e idiomas) e saúde lideram as vendas. Cursos de línguas, por exemplo, disparam 190% em procura logo no começo do ano, segundo dados da Hotmart. Preparações para concursos e treinos guiados, como pilates, yoga e HIIT, também figuram no topo da preferência.

Geralmente, os cursos combinam videoaulas com materiais de apoio práticos e espaços para tirar dúvidas. Mas atenção: a credibilidade é o que fecha a venda. Cerca de 86% dos compradores pesquisam o especialista antes de passar o cartão, avaliando as redes sociais e o que outros alunos dizem.

3. E-books

Se você quer começar com um custo de produção quase zero, os e-books são uma ótima porta de entrada. Comprados por 7,9% dos usuários, eles entregam conhecimento rápido e direto ao ponto.

Esse formato é uma excelente aposta para nichos de saúde e alimentação. Materiais com planos alimentares, receitas funcionais e guias de emagrecimento costumam vender bem, pois o cliente busca soluções prontas para aplicar na rotina.

Além de serem uma ótima fonte de renda direta, você pode usar e-books mais simples como isca gratuita para atrair contatos e, depois, vender um produto mais caro, como uma mentoria.

4. Livros e apostilas online

Assim como os e-books, os livros digitais e apostilas focam na leitura, mas costumam ser mais densos e específicos. Eles representam 7,5% das compras do setor.

Uma grande oportunidade desse formato são os materiais didáticos, como apostilas para concursos públicos, exames da OAB ou guias técnicos para profissionais de nicho.

5. Consultorias, mentorias e coaching

Vender o seu tempo e a sua experiência de forma exclusiva tem alto valor agregado. É por isso que consultorias e mentorias, consumidas por 5,4% do público, são os produtos digitais que permitem cobrar mais caro.

Nesse formato, o cliente não paga apenas pela informação, mas pela personalização e pelo acesso direto a você. A entrega é prática e sem barreiras geográficas: 58% dos encontros são totalmente online e 18% misturam o online com o presencial.

6. Workshops, palestras e webinars

Eventos online ao vivo têm a vantagem da urgência. O cliente compra porque quer interagir na hora, fazer perguntas no chat e sentir a energia de um evento, sem precisar sair de casa.

Representando 3,7% das vendas, workshops e webinars são excelentes para quem já tem uma base de clientes engajada. E a melhor parte: você grava o evento ao vivo e, no dia seguinte, ele vira um novo infoproduto (curso gravado) que continua gerando receita.

7. Podcasts e audiolivros

Com a correria do dia a dia, consumir conteúdo enquanto dirige, lava a louça ou treina virou necessidade para muitas pessoas. É por isso que infoprodutos em áudio (2,8% do mercado) têm um público muito fiel.

Se você tem dificuldade com as câmeras ou não quer investir em edição de vídeo pesada, transformar o seu conhecimento em uma série de áudios premium ou narrar um livro pode ser um caminho inteligente.

8. Infográficos e planilhas

Às vezes, tudo o que o seu cliente precisa é de uma ferramenta pronta para resolver um problema chato. Planilhas e infográficos (2,3% das vendas) entregam exatamente isso: atalho e organização.

Em vez de ensinar o cliente a montar um fluxo de caixa do zero, você vende a planilha pronta, mastigada e fácil de usar. É um formato barato para criar e que costuma ter alto nível de satisfação, porque a entrega da solução é instantânea.

9. Comunidades pagas e grupos VIP

Criar um espaço onde as pessoas pagam para estar perto de você e de outros profissionais pode ser uma excelente fonte de receita recorrente. Em vez de vender um produto único, você vende a assinatura de um acesso.

Grupos fechados no WhatsApp ou Telegram oferecem networking e troca de experiências exclusivas. O cliente não compra apenas o seu conteúdo, ele paga para ter contato direto com os bastidores do seu negócio e trocar ideias com quem tem os mesmos objetivos.

10. Packs de templates e modelos prontos

Nem todo mundo tem tempo para aprender design, editar vídeos ou criar processos do zero. Vender estruturas pré-prontas é entregar a solução mais rápida possível para a dor do seu cliente.

Packs de artes editáveis no Canva, filtros de edição de fotos (presets), modelos de contratos profissionais ou templates de gestão no Notion costumam ter alta saída. Você vende a ferramenta e o atalho; o cliente só precisa preencher com os dados dele.

11. Newsletters pagas

O excesso de informação gratuita na internet virou um problema, e o consumidor está disposto a pagar por curadoria. Quem consegue filtrar o que realmente importa e entregar isso de forma mastigada tem um produto forte nas mãos.

Cobrar uma assinatura mensal para enviar análises de mercado, tendências do seu setor ou dicas práticas direto na caixa de e-mail do cliente é um modelo com custo de produção baixo e alto poder de fidelização.

Quais são os nichos de infoprodutos mais vendidos?

Saber o formato ideal é apenas o começo. Para fazer o caixa girar de verdade, você precisa investir em um segmento que já tenha clientes buscando soluções ativamente.

De acordo com o levantamento da CNDL/SPC Brasil, os temas e categorias que mais atraem compradores de infoprodutos são:

  • Música e instrumentos musicais (15,6%);
  • Cursos preparatórios (11,9%);
  • Beleza e estética (11,9%);
  • Empreendedorismo (11,2%);
  • Tecnologia (11,1%);
  • Marketing e marketing digital (11%);
  • Saúde e bem-estar (9,4%);
  • Vendas (9,1%);
  • Viagens (9%);
  • Redes sociais (8,8%);
  • Moda e maquiagem (8,6%);
  • Finanças e investimento (8%);
  • Nutrição e alimentação (6,7%);
  • Gastronomia (6,6%).

Também existem mercados que correm por fora com um público muito fiel. Segmentos como educação financeira, idiomas, carreira, mercado pet, espiritualidade e até games provam que há espaço para rentabilizar quase qualquer conhecimento.

A dica é: alinhe o que você sabe fazer com a dor que o seu cliente está disposto a pagar para resolver.

Como começar a vender produtos digitais?

Ter uma boa ideia não é suficiente para fazer o negócio dar lucro. Transformar o seu conhecimento em um produto digital rentável exige método e execução com foco no cliente.

Se você quer tirar o projeto do papel, o caminho prático envolve seis etapas:

  1. Escolher um nicho rentável: não tente abraçar o mundo. Foque em um segmento específico em que você tenha domínio e que tenha demanda real;
  2. Entender quem vai comprar: mapeie as dores do seu cliente. Descubra o que tira o sono dele e o que ele precisa resolver com urgência;
  3. Definir o formato ideal: avalie se a sua solução funciona melhor e mais rápido como um e-book, um curso em vídeo ou uma planilha;
  4. Garantir um pagamento sem atrito: o cliente desiste se a compra for difícil. Hospede o material em uma plataforma confiável e tenha um meio de pagamento que aceite Pix e cartão sem travar;
  5. Criar uma vitrine que converte: monte uma página de vendas que carregue rápido no celular e mostre imediatamente o benefício do seu produto;
  6. Atrair os clientes certos: crie conteúdo gratuito nas redes sociais e invista em anúncios para levar as pessoas até a sua oferta.

Nenhum infoproduto se vende sozinho, por melhor que seja o material. O sucesso depende da sua capacidade de empacotar essa solução e entregá-la de forma simples para quem precisa.

Para dominar a operação do seu novo negócio do zero, confira nosso guia completo sobre como vender infoprodutos.

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Este conteúdo é uma forma de apoiar empreendedores na sua jornada. No entanto, cada estabelecimento é único e nem todas as dicas aqui podem se aplicar ao seu negócio.

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