O mercado de pagamentos vem passando por uma transformação acelerada, com o surgimento de novas soluções que aliam praticidade e segurança para quem compra e quem vende.
Para os lojistas, oferecer uma ampla variedade de formas de pagamento pode ser a chave para proporcionar uma experiência de compra fluida e satisfatória, aumentando as chances de vendas e fidelização.
Contudo, a escolha dessas soluções deve considerar as particularidades do seu público-alvo, uma vez que diferentes perfis de consumidores têm preferências distintas quando o assunto é como pagar.
Conheça as principais opções de formas de pagamento do mercado e como aceitá-las no seu negócio.
O que são formas de pagamento?
As formas de pagamento são os métodos disponibilizados por uma empresa para que os clientes paguem pela compra de um produto ou serviço.
O método mais tradicional é o dinheiro em espécie, ainda utilizado em compras presenciais. Com o avanço da tecnologia, porém, temos presenciado um movimento de digitalização das modalidades de pagamento.
Com isso, formas de pagamento que já foram bastante populares, como o próprio dinheiro, o boleto bancário e o cheque, têm perdido espaço para métodos mais seguros e convenientes, como cartão de crédito, Pix e carteiras digitais.
A escolha da forma de pagamento varia de acordo com a conveniência, segurança e preferência do consumidor, além de fatores como valor da compra e canal de venda utilizado.
Qual a diferença entre formas de pagamento e meios de pagamento?
Enquanto as formas de pagamento são as diferentes modalidades de receber pelo produto vendido, os meios de pagamento são as tecnologias que viabilizam essas transações. No ambiente físico, por exemplo, temos o point-of-sales (POS), que é a maquininha de cartão.
No ambiente digital, o meio de pagamento pode ser um gateway, uma subadquirente ou um PSP. Conheça mais a fundo a diferença entre eles no link abaixo.
O que é adquirente e quais as diferenças para subadquirente?
Qual a importância das formas de pagamento para as vendas?
Seja em uma loja virtual ou no balcão de um estabelecimento físico, o momento do pagamento é a etapa final e decisiva da jornada de compra. Oferecer as opções certas é um fator estratégico que impacta diretamente a venda e a satisfação do cliente.
No e-commerce, 16% dos consumidores desistem da compra se não encontram seu método de pagamento preferido, segundo o Opinion Box.
No varejo físico, filas longas por um sistema de pagamento lento também podem levar à desistência. Além dissso, para nichos específicos como restaurantes e supermercados, não aceitar vouchers e cartões de benefícios pode afastar os consumidores.
Por isso, oferecer formas de pagamento variadas é fundamental. Ao garantir que o consumidor encontre a modalidade que melhor atende à sua necessidade — seja a agilidade do Pix, a flexibilidade do parcelamento ou a conveniência de um vale-refeição —, a empresa amplia seu público, melhora a experiência de compra e maximiza suas oportunidades de venda em todos os canais.
Quais são as principais formas de pagamento?
Conheça as principais formas de pagamento disponíveis no mercado e as particularidades de cada uma. Assim, você poderá escolher as melhores opções para oferecer no seu negócio.
1. Dinheiro em espécie
Embora seja a forma de pagamento mais tradicional, o dinheiro em espécie vive uma transformação no Brasil.
Segundo uma pesquisa do Banco Central de 2024, ele vem perdendo espaço para métodos mais novos. Atualmente, 69% dos brasileiros ainda usam cédulas e moedas — um número expressivo, mas menor que os 76% que utilizam o Pix.
A importância do dinheiro físico fica evidente nos recortes demográficos: seu uso é maior entre a população de baixa renda (75%) e os mais velhos (72,7%). Para o comércio físico, isso significa que deixar de aceitar pagamentos em dinheiro pode excluir uma parcela significativa de clientes.
Por outro lado, a pesquisa aponta que mais da metade dos brasileiros acredita que não usará mais dinheiro em cinco anos, reforçando o cenário de digitalização do país e a importância de oferecer múltiplas formas de pagamento.
2. Cartão de crédito
O cartão de crédito segue como um método de pagamento muito utilizada por sua praticidade, segurança e, principalmente, possibilidade de parcelamento — seja em lojas físicas ou no e-commerce.
Segundo o Banco Central, o cartão de crédito é o segundo meio de pagamento mais utilizado no país, mencionado por 72% da população, ficando atrás apenas do Pix.
O grande diferencial do cartão é o pagamento parcelado, uma característica marcante do consumo no Brasil. Essa modalidade aumenta o poder de compra dos consumidores, sendo a escolha preferida para produtos de maior valor, como eletrônicos e eletrodomésticos.
Além disso, o cartão de crédito é a principal ferramenta para pagamentos recorrentes, como assinaturas de serviços (streamings, academias, cursos etc.).
3. Boleto bancário
O boleto bancário já foi uma das principais formas de pagamento para incluir consumidores no e-commerce, mas perdeu grande espaço do seu espaço com a chegada do Pix.
Segundo o estudo do Banco Central, enquanto o Pix é utilizado por 76% dos brasileiros, o boleto é mencionado por apenas 23% dos entrevistados.
Apesar dessa queda expressiva, o boleto ainda cumpre uma função importante, permitindo que pessoas sem conta bancária ou cartão — a chamada população desbancarizada — possam fazer compras online, quitando o valor em casas lotéricas, supermercados ou agências bancárias.
Para o lojista, no entanto, o boleto apresenta desafios, como o prazo de 1 a 3 dias úteis para a compensação da venda e a possibilidade do cliente desistir da compra após a geração do boleto, “prendendo” o estoque e gerando incerteza no fluxo de caixa.
4. Pix
Lançado em 2020 pelo Banco Central, o Pix é uma forma de pagamento instantâneo que permite a realização de transações 24 horas por dia, todos os dias do ano.
Ele rapidamente revolucionou os pagamentos no país e se tornou o método de pagamento mais utilizado pelos brasileiros, citado por 76% dos entrevistados da pesquisa do Banco Central.
A principal vantagem do Pix para os empreendedores é a confirmação instantânea da transação. O pagamento é autorizado em poucos segundos, permitindo um controle mais eficiente do fluxo de caixa e agilizando a liberação do pedido no e-commerce.
Além disso, o Pix costuma apresentar taxas mais baixas do que as do cartão de crédito e do boleto. Assim, podem ser oferecidas condições mais vantajosas para as compras feitas por essa modalidade, incentivando as vendas.
No mundo físico, o Pix pode ser integrado às maquininhas de cartão via QR Code dinâmico (gerado a cada venda). Com isso, ele funciona como uma alternativa ao dinheiro para pagamentos à vista, eliminando a necessidade de troco e aumentando a segurança do estabelecimento.
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5. Cartão de débito
O cartão de débito é uma forma de pagamento à vista, na qual o valor da transação é transferido imediatamente da conta do cliente para a conta do lojista.
Segundo a pesquisa de 2024 do Banco Central, ele é utilizado por 60% da população brasileira, o que demonstra sua alta penetração no dia a dia dos consumidores, principalmente em lojas físicas.
Para o empreendedor, uma das grandes vantagens do cartão de débito é o curto prazo de recebimento. Geralmente, o valor da venda é liquidado em um dia útil, contribuindo para o fluxo de caixa do negócio.
No ambiente online, porém, o cartão de débito enfrenta maior competição e desafios de usabilidade. Ainda assim, a indústria tem evoluído com soluções como o Débito Pinless, que facilita pagamentos recorrentes, e o protocolo de autenticação 3DS 2.0, que torna a experiência mais fluida.
6. Cartões de benefícios
O mercado de benefícios ao trabalhador movimenta cerca de R$ 150 bilhões por ano e atende a milhões de profissionais em todo o país, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT).
Com isso, cartões de benefícios como vale-refeição e vale-alimentação têm se tornado outra importante forma de pagamento, tanto em restaurantes e supermercados quanto em sites e aplicativos de delivery.
Além disso, a tendência dos benefícios flexíveis ampliou o leque de estabelecimentos que podem aproveitar esse mercado. Muitos cartões agora unem em um só lugar os saldos para refeição, alimentação, cultura, educação, mobilidade e bem-estar.
Para o lojista, isso significa uma nova gama de oportunidades. Aceitar vouchers e cartões de benefícios se tornou essencial não só para supermercados e restaurantes, mas também uma vantagem competitiva para livrarias, cinemas, academias e postos de combustível, por exemplo.
7. Carteiras digitais
As carteiras digitais, ou e-wallets (como Apple Pay, Google Pay e Samsung Pay), são aplicativos que centralizam diferentes cartões e formas de pagamento em um único dispositivo cadastrado, como o celular ou relógio inteligente.
Essa modalidade já é uma realidade no dia a dia do brasileiro: uma pesquisa da Serasa aponta que 80% dos brasileiros conhecem as carteiras digitais e 63% deles usam as e-wallets recorrentemente.
O impacto financeiro dessa tendência é crescente. De acordo com o The Global Payments Report 2024, as e-wallets já respondem por 16% de todo o valor transacionado no e-commerce brasileiro. Até 2027, a expectativa é que esse percentual alcance 50% do valor movimentado no e-commerce global.
A principal vantagem é a conveniência e segurança oferecida para os consumidores, que não precisam carregar cartões físicos e podem pagar por aproximação (NFC) em lojas físicas de forma rápida.
8. WhatsApp Pay
Lançada em 2021, a funcionalidade de pagamentos do WhatsApp Business permite que empresas recebam pagamentos de clientes diretamente na conversa, utilizando as principais bandeiras de cartão de crédito, débito e pré-pago.
Essa integração torna o fluxo de pagamento mais intuitivo dentro da jornada de compra do consumidor, que já utiliza o WhatsApp para interagir com marcas. Afinal, o cliente não precisa sair do chat, digitar dados em um site ou abrir outro aplicativo.
Apesar desse potencial, a popularização dos pagamentos no WhatsApp tem enfrentado um grande concorrente: o Pix.
9. Link de pagamento
Já o link de pagamento é um método de receber pagamentos online que se adapta muito bem ao WhatsApp, Instagram, e-mail e outros canais utilizados como forma de comunicação entre o seu negócio e o seu cliente.
Com ele, é possível configurar diversas formas de pagamento, como cartão de crédito, boleto bancário, Pix e carteiras digitais, e personalizar o link já com os produtos solicitados pelo cliente, reduzindo o tempo e o atrito da sua jornada de compra.
Essa forma de pagamento pode ser utilizada por lojas físicas que fazem atendimento por redes sociais, com a possibilidade de o vendedor enviar o link personalizado para o cliente por onde esse contato for estabelecido.
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10. Vale-presente
Com um vale-presente, o consumidor adquire um crédito que pode ser utilizado posteriormente por ele ou presenteado a outra pessoa, permitindo flexibilidade na utilização. Assim, a modalidade funciona como uma espécie de cartão pré-pago.
No ambiente digital, os vale-presentes podem ser gerados em formato eletrônico, facilitando o envio por e-mail ou aplicativos de mensagens, sendo muito populares em datas comemorativas, como Natal, amigo-oculto de final de ano e aniversários.
Esse método oferece ao lojista a vantagem de aumentar o fluxo de caixa antecipadamente, mesmo antes de o cliente efetuar a compra de um produto específico.
Além disso, os vale-presentes podem ser uma estratégia eficaz para aumentar o ticket médio do negócio. Afinal, muitos consumidores costumam gastar mais do que o valor do vale recebido.
11. Crediário
O crediário é uma solução de crédito clássica no varejo brasileiro, famosa pelo “carnezinho” que permitiu a gerações de consumidores fazer compras a prazo. Grandes lojas de departamento foram pioneiras nesse modelo de pagamento.
No entanto, hoje essa modalidade foi modernizada, com opções de Crediário Digital, Boleto Parcelado e Pix Parcelado. Nesses modelos, uma instituição financeira oferece a opção de parcelamento para o cliente após uma análise de crédito.
Uma vez aprovado, o lojista recebe o valor total da venda à vista, enquanto a instituição financeira assume a responsabilidade de cobrar as parcelas do consumidor e o risco de inadimplência.
12. Cartão de loja
O cartão de loja é uma evolução do crediário, na qual o varejista oferece uma linha de crédito própria ao cliente, com benefícios exclusivos como limite de compra diferenciados, condições de parcelamento mais longas e acesso antecipado a promoções.
Para implementar essa forma de pagamento, o lojista pode optar entre dois modelos, geralmente em parceria com instituições financeiras:
- Private Label: um cartão de bandeira própria, limitado aos estabelecimentos que o oferecem, com toda a gestão financeira sob sua responsabilidade;
- Co-branded: um cartão de crédito de marca específica, aceito em diversos locais, onde o lojista não arca com os riscos de inadimplência, operando com terceiros.
Essa é geralmente uma estratégia mais adotada por varejistas de médio e grande porte que buscam construir uma base de clientes fiéis e uma operação de crédito estruturada.
13. Buy Now, Pay Later (BNPL)
BNPL (Buy Now, Pay Later — ou “Compre Agora, Pague Depois”) é o termo global para o modelo de negócio que modernizou o crediário tradicional. Na prática, ele funciona como o Crediário Digital, permitindo que o cliente parcele suas compras, geralmente via Pix ou boleto, sem a necessidade de um cartão de crédito.
A operação é viabilizada por uma instituição financeira parceira que, no momento da compra, faz uma análise de crédito instantânea do consumidor.
Para o lojista, a vantagem é que ele recebe o valor total da venda à vista e não assume o risco de inadimplência, que fica a cargo da fintech.
14. Transferência bancária
A transferência bancária tradicional, via TED (o DOC foi extinto em 2024), foi por muito tempo um método de pagamento padrão. No entanto, com a chegada e a consolidação do Pix, ela se tornou uma opção obsoleta e pouco prática para a maioria das transações no varejo.
Para o cliente, a TED pode ter custos, só é concluída em dias e horários úteis, e exige a digitação manual de dados como agência, conta e CNPJ, um processo mais lento e sujeito a erros do que no Pix.
Para o lojista, as desvantagens operacionais são a demora na confirmação do pagamento e a complexidade do processo de conciliação.
Como escolher as formas de pagamento do seu negócio?
Para definir as formas de pagamento mais adequadas para oferecer no seu negócio, é preciso levar em consideração fatores como:
- as necessidades, expectativas e comportamentos de consumo dos seus clientes;
- o modelo de negócio do seu empreendimento;
- as taxas cobradas para cada forma de pagamento;
- os prazos de recebimento de cada modalidade de pagamento.
A partir desses pontos, você poderá identificar as melhores opções para aceitar no seu negócio.
Lembrando que o ideal é diversificar as formas de pagamento oferecidas para conseguir atender a diferentes perfis de consumidores e ampliar o seu potencial público.
No e-commerce, ainda é possível oferecer as funcionalidades de Multimeios de Pagamento e de Multicompradores, que permitem combinar mais de uma forma de pagamento e mais de um pagador, respectivamente.
Como oferecer as formas de pagamento desejadas?
Após escolher as formas de pagamento que você deseja aceitar no seu negócio, é preciso contratar um meio de pagamento para, de fato, oferecê-las.
No varejo físico, o ideal é contar com uma maquininha de cartão como a Stone, que aceita as principais bandeiras de cartão de crédito, débito e vouchers, além de permitir receber no Pix e carteiras digitais.
Já no e-commerce, o Pagar.me é a tecnologia de pagamentos digitais da Stone que permite vender por cartão de crédito, boleto, Pix, voucher online e carteiras digitais.
Como a Stone pode ajudar o seu negócio?

A Stone é a grande parceira do empreendedor brasileiro e tem soluções financeiras completas para o seu negócio. Desde uma maquininha no balcão a ofertas de crédito, passando por conta PJ e sistemas de ponto de venda integrados: tudo que você precisa para vender, gerir e girar de forma mais eficiente. Conheça mais.
Este conteúdo é uma forma de apoiar empreendedores na sua jornada. No entanto, cada estabelecimento é único e nem todas as dicas aqui podem se aplicar ao seu negócio.





