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 Adquirente e subadquirente: o que são, como funcionam e qual escolher

Veja o papel de cada agente da transação e o critério para escolher entre adquirente, subadquirente, gateway e PSP.

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Adquirente, ou credenciadora, é a empresa que habilita o lojista a aceitar cartões, processa a transação e repassa o dinheiro da venda. A subadquirente é um intermediário que conecta o lojista a essa adquirente, com integração mais simples e, em troca, taxa maior.

A diferença entre as duas decide quanto você paga por venda e quanto trabalho de integração o seu negócio terá. Neste conteúdo, você vê o papel de cada agente da transação, incluindo gateway e PSP, e qual solução costuma fazer sentido por porte de operação.

O que é adquirente?

As adquirentes, como a Stone, são empresas responsáveis por liquidar as transações financeiras realizadas com cartões de crédito e débito. Elas se comunicam com as bandeiras (como Visa e Mastercard) e com as instituições emissoras de cartões para processar as transações.

Quando uma compra é aprovada, a adquirente é responsável por receber o valor do banco emissor e repassar ao comerciante, conforme o prazo estipulado em contrato, geralmente de até 31 dias.

No varejo físico, o comerciante pode contratar diretamente uma adquirente para processar suas transações, utilizando maquininhas de cartão, conhecidas como POS (Point of Sale).

Já no e-commerce, é necessário contratar um intermediador de pagamento para conectar a operação digital às adquirentes e outros agentes envolvidos na transação. Esse elo adicional na cadeia de pagamentos digitais é importante para lidar com a complexidade das transações não presenciais.

O que é subadquirente?

A subadquirente é um tipo de intermediador de pagamento que facilita as transações no mundo digital.

Diferentemente de uma adquirente, que processa diretamente as transações financeiras, a subadquirente atua como um elo entre o lojista e a adquirente, cuidando de diversas etapas do processo de pagamento em uma única plataforma.

No fluxo transacional, o seu papel é consolidar e simplificar a comunicação com adquirentes, bandeiras de cartão e instituições financeiras. Em vez de o lojista precisar contratar e configurar a integração com diferentes adquirentes, ele pode contar com a subadquirente para realizar toda essa ponte.

Sendo assim, a subadquirente é responsável pela captura das informações da transação, encaminhando-as para aprovação junto à adquirente e, uma vez autorizada, repassando o valor ao lojista, já descontadas as taxas de serviço, que variam de 3 a 7%.

As subadquirentes são muito utilizadas por lojas menores devido à praticidade. Isso porque a sua integração é simplificada e reúne tudo que o lojista precisa para transacionar online com segurança, como análise antifraude, geração de relatórios e suporte a diversos métodos de pagamento, incluindo boletos e Pix.

Qual a diferença entre adquirente e subadquirente?

CritérioAdquirenteSubadquirente
Papel na transaçãoProcessa e liquida diretamente com bandeira e emissorIntermedia o acesso à adquirente
Relação com o lojistaContrato direto, com credenciamento próprioContrato com o intermediário, sem credenciamento direto
CustoTaxa negociada, em geral menorTaxa que costuma ficar entre 3% e 7%
IntegraçãoExige mais configuração, principalmente no digitalSimplificada, com antifraude embutido
Domicílio bancário e prazosDefinidos em contrato com a credenciadoraDefinidos pelo intermediário
Para quem costuma servirOperações com volume e time para gerirLojas menores e negócios novos no digital

A escolha não é sobre qual é melhor, e sim sobre o que pesa mais no seu caso: taxa menor com mais trabalho de gestão, ou taxa maior com menos trabalho.

Qual é o papel das bandeiras de cartão?

As bandeiras de cartão, como Mastercard, Visa e American Express, são os agentes do fluxo transacional responsáveis por criar as redes de pagamento que conectam emissores de cartões às adquirentes.

Além disso, estabelecem as regras e os padrões das transações financeiras, assegurando que todos os participantes do processo, ou seja, clientes, emissores, adquirentes e lojistas, se relacionem de maneira segura e eficaz.

Embora as bandeiras não emitam cartões nem processem diretamente os pagamentos, elas garantem que o sistema funcione de forma coordenada, permitindo que um cartão emitido por um banco esteja habilitado para compras em estabelecimentos conveniados à mesma bandeira.

As bandeiras também são responsáveis por gerenciar programas de benefícios, como programas de pontos, e oferecem proteções adicionais contra fraudes para os clientes finais.

Atualmente, as bandeiras têm disponibilizado ao mercado um recurso importante de segurança: a tokenização de cartão. Trata-se de um sistema de validação de compras não presenciais, que protege tanto empreendedores quanto clientes finais.

Saiba mais: como a tokenização de cartão aumenta a segurança das transações?

O que é gateway de pagamento?

O gateway de pagamento é outra solução digital que permite processar pagamentos online, muito usado por e-commerces, lojas virtuais e outros negócios que operam com transações não presenciais.

No fluxo de pagamento, ele atua de maneira semelhante a uma subadquirente, mas com uma estrutura mais completa e personalizável, sendo indicado para empresas maiores, com equipes de tecnologia próprias para implementar integrações.

Diferentemente da subadquirente, que oferece uma solução pronta para uso imediato, o gateway funciona como um terminal de conexões, permitindo ao lojista integrar diferentes ferramentas de acordo com suas necessidades.

Isso inclui a escolha de adquirentes, serviços de antifraude, ferramentas de conciliação e outras ferramentas essenciais para garantir segurança e desempenho nas transações digitais.

Na prática, ao optar por um gateway, o lojista tem mais flexibilidade para escolher e negociar diretamente com os provedores de cada serviço, possibilitando uma redução de custos ao estabelecer contratos separados.

Apesar das contratações individuais, a gestão da operação pode ser feita de maneira centralizada na interface do gateway, oferecendo uma visão completa das transações e facilitando o controle do negócio em um só lugar.

Vale destacar que o gateway de pagamento é uma solução que gerencia apenas o fluxo seguro de informações das transações. O processamento dos pagamentos em si é realizado pelas adquirentes, com taxas e prazos definidos em contrato com cada uma.

A cobrança pelo uso do gateway geralmente é baseada no volume de transações, tornando-se uma opção vantajosa para negócios maiores.

O que é PSP?

O PSP, ou Prestador de Serviços de Pagamento, é uma terceira opção possível para empreendedores digitais receberem pagamento com segurança em transações não presenciais, reunindo os benefícios do gateway com os de uma subadquirente.

Na prática, isso significa que o PSP tem a integração simples de uma subadquirente, bastando conectar à infraestrutura do site para utilizar os seus recursos, somada à conversão de pagamentos de um gateway.

Além disso, o PSP oferece serviços que vão além da transação, como split de pagamento, acesso a dados detalhados em painel, conciliação facilitada e link de pagamento.

Vale um alerta sobre a sigla: no arranjo do Pix, o Banco Central usa PSP com outro sentido, como participante que atende o usuário, classificado em PSP do pagador e PSP do recebedor. É a mesma sigla para conceitos diferentes.

Adquirente, subadquirente, gateway e PSP: quadro comparativo

SoluçãoToca no dinheiro?IntegraçãoCusto típicoIndicada para
AdquirenteSim, liquida a transaçãoMais exigente no digitalTaxa negociada por vendaOperações com volume
SubadquirenteSim, repassa já com descontoSimplificada, pronta para usoDe 3% a 7%Lojas menores e novas no digital
GatewayNão, só conectaExige time de tecnologiaPor volume de transaçõesOperações grandes
PSPSim, processa e agrega serviçosSimplificada, com API disponívelPor transação, com serviços inclusosQuem quer solução única

Como escolher a melhor solução de pagamento para seu negócio?

Escolher a solução de pagamento ideal para o seu negócio é um passo essencial para garantir uma operação segura, eficiente e capaz de atender às necessidades dos clientes.

Para pequenas e médias empresas, que buscam praticidade e uma solução completa, subadquirentes e PSPs são boas opções, simplificando a integração e oferecendo suporte a diferentes formas de pagamento, como boletos e Pix.

Já para negócios de maior porte, que contam com uma equipe de tecnologia para gerenciar integrações complexas, um gateway pode ser a melhor escolha, oferecendo flexibilidade e controle na escolha dos provedores.

Antes de fechar contrato, vale checar quatro pontos que costumam passar despercebidos:

1.  Prazo de repasse. Receber em 1, 14 ou 30 dias muda o caixa mais do que uma diferença de décimos na taxa.

2.  Domicílio bancário. Verifique se você mantém a liberdade de escolher em qual conta recebe.

3.  Regra de antecipação. Confira se a antecipação é automática ou opcional e qual a taxa aplicada.

4.  Suporte e conciliação. Em caso de venda não repassada, quem responde e em quanto tempo.

Mas, independentemente do porte da empresa ou do modelo de negócio, contar com uma infraestrutura de pagamento segura é importante para minimizar riscos de fraude e proporcionar uma experiência de compra confiável.

Como a Stone atua como adquirente

A Stone é uma instituição de pagamento autorizada pelo Banco Central e atua como credenciadora, o que significa que processa e liquida as vendas dos seus clientes sem depender de um intermediário.

No balcão, isso aparece na maquininha, que aceita crédito, débito, aproximação e Pix por QR Code. No digital, o Pagar.me, tecnologia de pagamentos da Stone, oferece gateway e PSP, com múltiplas formas de pagamento, split de pagamento, recorrência e compra com um clique.

As condições variam conforme o perfil e o faturamento do negócio, e podem ser simuladas antes da contratação.

Perguntas frequentes sobre adquirente e subadquirente

Quem é o adquirente em uma transação?

É a empresa que credencia o estabelecimento a aceitar cartões e liquida a venda, comunicando-se com a bandeira e com o banco emissor. No Brasil, a atividade de credenciamento é regulada pelo Banco Central.

O que significa adquirência?

É o nome da atividade de credenciar estabelecimentos para aceitar instrumentos de pagamento e de processar e liquidar essas transações. Quem exerce a atividade é a adquirente, também chamada de credenciadora.

Qual a diferença entre adquirente e subadquirente?

A adquirente processa e liquida a transação diretamente com bandeiras e emissores. A subadquirente não faz o credenciamento: ela intermedia o acesso à adquirente, com integração mais simples e taxa maior, que costuma ficar entre 3% e 7%.

Quais são as adquirentes que atuam no Brasil?

O mercado brasileiro reúne credenciadoras ligadas a bancos e credenciadoras independentes, entre elas a Stone. A lista completa de instituições autorizadas a atuar como instituição de pagamento é publicada pelo Banco Central.

Adquirente é a mesma coisa que bandeira?

Não. A bandeira é a instituidora do arranjo de pagamento e define as regras da marca do cartão. A adquirente é quem habilita o lojista a aceitar aquele cartão e liquida a venda.

Preciso de uma adquirente para vender online?

Sim, a transação sempre passa por uma adquirente. O que muda é como você chega até ela: contratando diretamente, ou por meio de uma subadquirente, de um gateway ou de um PSP.

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